quinta-feira, 24 de abril de 2014

LIBERTADORES

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Derrota na Argentina

Decisão da vaga ficou para partida de volta, dia 30, às 22h, na Arena. 

O Grêmio saiu derrotado na noite de ontem na primeira partida das oitavas de final da Libertadores da América. Perdeu por 1x0 para o San Lorenzo no Estádio Nuevo Gasómetro em Buenos Aires. E agora vai precisar vencer por dois gols de diferença na Arena para chegar as quartas de final da competição. Caso o time gremista vença a partida por 1x0, a decisão vai para os pênaltis. 
Pedro Geromel deu boa resposta na defesa no lugar de Rhodolfo, que está machucado. O mesmo porém não pode se dizer de Léo Gago improvisado pela lateral esquerda, que principalmente na primeira etapa, em alguns lances quase comprometeu. 
O time da casa começou jogando em seu campo de ataque, ficando mais com a bola. Porém em chance para marcar  na primeira etapa teve a oportunidade quando Geromel afastou mal e Matos bateu por cima do gol de Marcelo Grohe. O Grêmio se defendia, mas não demorava muito para a bola voltar para o domínio argentino. 
Porém a medida que o tempo foi passando, o time gremista passou a sair um pouco mais para seu campo de ataque, e quem passou a se defender foi o time argentino. O time gaúcho se organizou no jogo e ajeitou a marcação, mas sem conseguir criar chances no ataque. 
O Grêmio voltou para o segundo tempo sem modificações e no começo da segunda etapa, Ramiro bateu com perigo ao gol de Torrico. A bola passou a direita do goleiro argentino. Mas foi o San Lorenzo que chegou ao gol. Em uma cobrança de lateral rápida pelo lado direito, a bola chegou até Correa no meio da área, que limpou e bateu, San Lorenzo 1x0.
Atrás no placar o time gaúcho foi atrás do gol de empate. Ramiro saiu para entrada de Luan. Contudo o tricolor encontrava um time argentino fechado e posicionado para quando tivesse a oportunidade de contra atacar, liquidar o jogo. O que não aconteceu, para sorte gremista.
A chance mais clara do empate aconteceu aos 35, quando houve atrasada de bola para o goleiro argentino dentro da área. O Grêmio teve cobrança de falta na linha da pequena área, mas Barcos bateu pela linha de fundo.
No final do jogo, mais um susto, Cavallaro acertou a rede pelo lado de cima do gol de Grohe, que afastou com olhos, após desatenção da defesa gremista. 
Na quarta-feira que vem na Arena em Porto Alegre, Grêmio e San Lorenzo jogam os últimos 90 minutos do duelo para decidir a vaga para a próxima fase. Estando atrás no placar, o time de Enderson Moreira agora espera contar com a casa cheia na partida de volta para buscar o resultado. 



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segunda-feira, 21 de abril de 2014

BRASILEIRÃO

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 Derrota em Florianópolis

Grêmio não joga bem e estreia com derrota no Brasileirão.

Grêmio e Atlético-PR se enfrentaram na estreia do Campeonato Brasileiro na tarde de ontem em Florianópolis no Estádio Orlando Scarpelli, os paranaenses perderam o mando de campo. E o time gaúcho foi derrotado por 1x0 na capital catarinense. Não jogou bem e não teve forças para buscar o empate. Agora concentra suas forças em partida pela Libertadores da América no meio da semana, quando enfrenta o San Lorenzo em Buenos Aires, na primeira partida das oitavas de final da competição.
A partida iniciou sem grande movimentação e criação. A primeira chegada ao ataque foi gremista e foi com Zé Roberto, aos 5 minutos, após cabeceio no meio do gol. O goleiro Santos bem colocado fez a defesa.
Mas quando o Atlético paranaense chegou ao ataque foi para marcar. Em bola parada, Márcio Guilherme cruzou a bola na área, e após falha na defesa gremista, o zagueiro Dráusio desviou e marcou Atlético 1x0.
Correndo atrás do prejuízo o time gremista passou a habitar o seu campo de ataque, mas longe de apresentar algum perigo. Aos 29 Bussato, que jogava no lugar de Marcelo Grohe que sentiu antes do início da partida, falhou na saída do gol. Mas Pedro Geromel bem posicionado salvou o que seria o segundo gol paranaense.
Em muitas jogadas sem sucesso do time gaúcho a bola dificilmente chegava até Barcos. Foi aos 40 a chance mais clara gremista para marcar e chegar ao empate. Riveros na cara do gol isolou pra linha de fundo. 
Mas foi o Atlético que quase chegou ao gol novamente. No final da primeira etapa, depois de saída errada gremista na defesa, o furacão perdeu grande chance para marcar o segundo gol.
O Grêmio voltou sem modificações no início do segundo tempo. Mas ao decorrer da etapa Ederson Moreira foi realizando substituições.  Tirou Bressan e colocou Rodriguinho no meio. Tirou Breno e colocou Léo Gago.  Uma das poucas oportunidades gremistas na segunda etapa foi com Ramiro pelo lado direito da área, a bola passou na área sem ninguém conseguir desviar para as redes, raspando a trave direita de Santos.
Pará saiu para entrada de Everton no ataque, aos 32. O Grêmio ficava mais com a bola e tentou pressionar no final do jogo, mas não foi suficiente para conseguir o empate.
O tricolor agora vai tentar recuperar o prejuízo no Campeonato no próximo fim de semana quando enfrenta o Atlético-MG em Porto Alegre no próximo domingo pela segunda rodada.

Vitória colorada na estreia

Time de Abel largou com vitória na corrida pelo título do Brasileirão 2014.

Jogando em seu remodelado estádio o Inter estreou com vitória no Campeonato Brasileiro. Venceu o Vitória no Beira-Rio na noite se sábado por 1x0. Charles Aránguis no começo do jogo fez o gol da vitória colorada.
Foi logo no começo do jogo que o Internacional chegou ao gol. Aos cinco minutos D’Alessandro serviu Charles Aránguis pela ponta direita da área. O chileno colocou na saída do goleiro e fez Inter 1x0.
Mesmo a frente no placar o Internacional foi a frente tentar o segundo gol e liquidar a partida. Quase que dez minutos depois o Inter chegou ao segundo. Alex de fora da área acertou o pé da trave de Wilson. Na sequência a bola foi levantada na área pelo lado direito e Rafael Moura cabeceou para boa defesa do goleiro.
Aos 30, D’Ale quase marcou em um chutaço de fora da área. Wilson foi buscar e evitou o gol colorado. No final do primeiro tempo quase que Alex acertou chute de fora da área.
No início da segunda etapa, Dinei levou perigo em chute que passou raspando a trave direita de Dida. Em saída errada da defesa baiana, Alan Patrick bateu muito perto do gol de Wilson.
Porém o placar permaneceu inalterado. Na segunda rodada o Inter enfrenta o Botafogo, domingo, no Maracanã.

1° rodada
Sábado
Inter 1x0 Vitória
Fluminense 3x0 Figueirense
Chapecoense 0x0 Coritiba
Domingo
São Paulo 3x0 Botafogo
Atlético-PR 1x0 Grêmio
Atlético-MG 0x0 Corinthians
Bahia 1x2 Cruzeiro
Flamengo 0x0 Goiás

2° rodada
Sábado
18h30min
Coritiba x Santos
21h
Palmeiras x Fluminense
Domingo
16h
Botafogo x Inter
Corinthians x Flamengo
Cruzeiro x São Paulo
Vitória x Atlético-PR
18h30min
Sport x Chapecoense
Grêmio x Atlético-MG
Figueirense x Bahia
Goiás x Criciúma




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sábado, 19 de abril de 2014

COMISSÃO COMUNITÁRIA

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Gentil Carraro é o novo 
presidente da Festa da Uva

Gentil Carraro, que substitui Edson Nespolo, fez parte da Comissão Comunitária da Festa da Uva de 2014 e será o comandante do evento de 2016.

Gentil Carraro, 58 anos, não tem filiação partidária. É graduado em Ciências Contábeis e Administração, com três pós-graduações: Administração Financeira, Elaboração de Projetos e Gestão Empresarial. É procurador da empresa italiana Faeber Lighting System para investimentos no Brasil e em países do Mercosul. Consultor em Planejamento Estratégico por meio de sua empresa Khw Assessoria e Consultoria prestou consultoria para a Prefeitura de Caxias (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) e a Codeca.
Carraro, membro da Comissão Comunitária da Festa de 2014, disse ter orgulho e satisfação de estar assumindo a empresa Festa da Uva. “Vamos dar continuidade à gestão do Nespolo e seguir a linha do governo. Gosto de ver resultados”, disse aos presentes, agradecendo ao Prefeito pelo convite.
Carraro foi consultor no último ano da Festa da Uva, assessorando diretamente Nespolo no planejamento.  Em relação à ocupação dos pavilhões, o novo presidente destaca que no primeiro momento continuará fazendo com que o parque tenha cada vez mais condições de manter os atuais eventos, que hoje já são contratados e a própria utilização do parque pela população.
Em relação à possibilidade de atrair alguma nova feira, Carraro destaca: “Temos que dinamizar isso, porque é um mercado como qualquer outro. Nós estamos concorrendo com os vizinhos como Gramado e principalmente com Bento Gonçalves. Nós temos que buscar para a Serra, porque não é uma polarização. Tem gente que faz um evento na Bahia e no outro ano quer fazer na Serra e acaba indo para Petrópolis, no Rio de Janeiro. Mas podem vir para cá.  Pretendemos atraí-los, buscar muito essa possibilidade porque nós temos o equipamento que pode estar rendendo e essa renda reverter para o equipamento”.
Foi o Prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) que apresentou no dia 16 o nome de Gentil Raymundo Carraro aos membros do Conselho de Administração da empresa Festa da Uva para substituir o atual presidente Edson Nespolo. Carraro foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros presentes na reunião e assume as funções na próxima terça-feira, dia 22. Neste mesmo dia, Nespolo passa a ser o Chefe de Gabinete da Prefeitura. 
O Conselho de Administração da Festa da Uva é composto por Gustavo Toigo, Isidoro Zorzi, Victório Giordano da Costa, Carlos Búrigo (ausente), Francisco Spiandorello, Agenor Basso, Edio Elói Frizzo, Paulo Poletto, Moacir Moroni e Rudimar Pontalti.
Na ocasião, o Prefeito Alceu agradeceu ao Nespolo pelo trabalho realizado e desejou sucesso ao novo presidente. 
“O Carraro é um homem correto, do bem. Tenho certeza de que vai realizar um excelente trabalho pelo currículo invejável que tem. Saímos de uma grande Festa da Uva e o Carraro, como homem de gestão, vai fazer um grande trabalho também”, destacou.

                                                                                                                    Foto Andréia Copini
Carraro: “Vamos dar continuidade à gestão do Nespolo”    

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Imagem da Semana

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A Secretaria Municipal da Saúde - Hemocentro Regional de Caxias do Sul, em parceria com a Associação dos Hemofílicos do Rio Grande do Sul e a Federação Brasileira de Hemofilia promoveram no último dia 12 diversas atividades em comemoração ao Dia Mundial da Hemofilia.  A diretora do Hemocentro Regional de Caxias do Sul, Cristina Lisot, disse: “O encontro foi uma maneira que encontramos para reunir a comunidade para compartilhar as experiências e conhecer os avanços de tratamentos”.  Segundo dados oficiais, há 267 coagulopatas na Região Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. Desses, 224 apresentam um diagnóstico definido, sendo 60 hemofílicos, 27 residentes em Caxias do Sul - destes 60, 12 são crianças.

                                                                                                                                                       Foto: Gustavo Rech


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Artigo 1014

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Prisioneiros políticos: como 
utilizam a Teoria dos Jogos 

Marcos Morita - Economista 

O doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal durante a operação Lava Jato, teve suas conversas gravadas de forma clandestina em Curitiba segundo seu advogado, Antônio Figueiredo. Youssef está preso desde o dia 17 de março, suspeito de ser uma das chaves de um esquema que movimentou ilegalmente cerca de R$ 10 bilhões. Atrás das grades está também o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto da Costa, indicado pelo Partido Progressista e mentor da operação que envolvia de um lado empresas interessadas em fornecer produtos e serviços para a estatal.                                                                                                             
A história de ambos se encontra na viabilização dos pagamentos, os quais eram entregues em dinheiro vivo ou depositados em paraísos fiscais por meio de empresas de fachada. O balaio de gato envolve ainda André Vargas, deputado licenciado do PT, os líderes do PP, Nelson Meurer e João Pizzolatti e até, pasmem, Fernando Collor de Mello. Certamente outras figurinhas aparecerão quando o doleiro e o ex-diretor começarem a dar com a língua nos dentes. 

Não obstante, notícias como esta não serem uma novidade para um país tão acostumado a sacanagens, falcatruas, tramoias e artimanhas, a situação em si é bastante peculiar. Um dos  expoentes deste campo foi o economista John Nash, ganhador do Prêmio Nobel em 1968, cuja história foi narrada no filme uma Mente Brilhante, de 2001.

De maneira sucinta, é assim que se apresenta o problema, bastante aderente e aplicável à situação. Vejamos. Dois suspeitos são presos pela polícia, a qual sem provas suficientes para condená-los, separa-os e os coloca em salas distintas, oferecendo a ambos o mesmo acordo:  Se um dos prisioneiros trair e o outro permanecer em silêncio, o traidor sairá livre enquanto o cúmplice cumprirá 10 anos de sentença; Se os suspeitos ficarem em silêncio, a polícia só poderá condená-los a seis meses de cadeia;    Se ambos traírem o comparsa, cada um levará cinco anos de cadeia.

As questões que o dilema propõe são: o que irá acontecer? Como cada prisioneiro irá 
Veja que em ambos os casos, trair é a melhor opção e provavelmente cinco anos seria o tempo em que cada um dos suspeitos ficaria atrás das grades. Trazendo novamente a Teoria dos Jogos, trair é o que se denomina como estratégia dominante, ou seja, a que apresenta melhor resultado, independentemente da decisão do outro jogador.  O interessante do problema é que a opção trair não é a mais interessante para o conjunto. Caso decidissem ficar em silêncio, cada um dos suspeitos cumpriria apenas seis meses de prisão. 

Voltemos ao caso do inicio do artigo. Será que a escuta colocada na cela serviria para Você confiaria em alguém que tem em sua agenda a seguinte frase de Millôr Fernandes: “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”. Desta maneira, podemos intuir que a escuta estava muito mais para os outros suspeitos mencionados, cujo objetivo supremo está em trair e levar vantagens individuais, mesmo que a principio se utilizassem da colaboração para extorquir os cofres públicos.  Creio que o ditado mais aplicável neste caso seria: a ocasião faz o ladrão. Simples, raso e chulo, porém bastante adequado ao perfil dos condenados. 


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GOLPE

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Os 50 anos da cassação do Dr. 
Percy Vargas de Abreu e Lima

Neste domingo, dia 20 de abril, registramos os 50 anos da cassação do então vereador, o advogado Percy Vargas de Abreu e Lima. O ato se consumou no legislativo caxiense, sem a presença de Percy, vinte dias depois do golpe de 1964. Passado meio século foi a única vez que a Câmara de Caxias cassou um parlamentar por motivos ideológicos e políticos.  

Na sessão da Câmara de Vereadores, do dia 20 de abril de 1964, o vereador do Partido de Representação Popular (PRP), uma agremiação de extrema-direita, Enrico Emilio Mondin, ingressou com um requerimento solicitando à Casa a cassação dos mandatos do líder e suplentes eleitos em 1963 pela Aliança Republicana Socialista (ARS). 

A Gazeta teve acesso em 1998, de cópia da ata da histórica e lamentável sessão que cassou Percy, cuja maior parte havia sido perdida num incêndio ocorrido em 1992. Os anais mostram o medo e o arbítrio que tomou conta daquela sessão. Vamos reproduzi-la. 

“Estavam presentes na sessão os seguintes vereadores: General Jacintho Maria de Godoy, Presidente (PL /UDN): Enrico Emilio Mondin (PRP), 1º Vice-Presidente; Mário Rosa (PSD), 2º Vice-Presidente; Mansueto Serafini Filho (PTB), 1º Secretário; Pedro Olavo Hofmann (PTB), 2º Secretário. E ainda Dionísio Sândi (PTB), Frederico Segalla (PSD), Benno Luiz Winkler (PDC) e Mário Romano Lunardi (MTR). E os suplentes Marcial Pisoni (PTB), João Luiz Cipolla (PDC), Antonio Bonella (PDC), Estavam ausentes, Victor Faccioni (PDC). Nadyr Rossetti (PTB), Aurélio Barp (PDC) e Percy Vargas de Abreu e Lima (ARS).

Posto em votação o requerimento de urgência para apreciação, foi aprovado por unanimidade. O vereador Mondin justificou seu pedido dizendo: ‘inúmeras assembleias legislativas e câmaras municipais havia tomado a iniciativa de afastar elementos confessadamente comunistas e que somente a Câmara de Gramado havia cassado o mandato de três desses elementos’.

Lembrou: ‘era imperioso que se preservasse a democracia da qual os comunistas vinham se valendo para destruí-la. A ARS vinha ultimamente, acobertando todos os candidatos comunistas. Impunham-se assim que Caxias do Sul tomasse tal iniciativa, para revelar que seus representantes democráticos estavam alertas em defesa do regime’.

O presidente da Câmara, General Jacintho Godoy, lembrou: ‘tenho a preocupação de não cometer um ato além da capacidade da Casa, pois a cassação de mandatos estava afeta ao Comando Revolucionário. Na Lei orgânica do Município não existia nada a respeito do assunto. Sugeria, portanto, a constituição de uma Comissão Especial para fornecer ao Comando Revolucionário o nome dos comunistas. De sua parte indicaria os comunistas Percy Vargas de Abreu e Lima, Henrique Ordovás Filho e Bruno Segalla, (este suplente da Assembleia), pois não queria cometer a injustiça de indicar nomes de pessoas’. 

Mansueto Serafini Filho (PTB) ocupou a palavra e quando lhe indagaram se era favorável à legalização do PCB lembrou: ‘sempre respondia não, porque entendia que aquele não era um partido democrático’. Disse ainda: ‘os comunistas não queriam as reformas de base para não perder seu slogan predileto’. Defendeu o presidente João Goulart ‘porque acreditava que ele não era comunista, mas que estava mal acompanhado’. Disse ainda: ‘poderia estar cometendo  injustiças e seu voto seria emitido através de uma declaração, que o seu tempo esgotara-se e que não lhe permitia fazer agora’.

Em seguida pediu a palavra para fazer uma declaração de líder em nome da bancada do PTB, o vereador Pedro Olavo Hoffmann, adiantando que votaria favoravelmente ao requerimento com as restrições de que o mesmo poderia contrariar o Ato Institucional, por pairarem dúvidas, quanto a competência para cassação dos mandatos.

 Adoentado, preso por 
45 dias, amontoado num
 Sanatório em Porto Alegre

O autor da proposta, Enrico Mondin, disse que compreendia a preocupação de alguns vereadores. Entretanto, arcaria com as consequências e com as responsabilidades daquele ato. Encerrado os debates, o requerimento foi aprovado por unanimidade. Assim sendo, o presidente da Câmara, General Jacintho Godoy, declarou cassados os mandatos do titular da ARS, vereador Percy Vargas de Abreu e Lima e todos os suplentes da sigla.

Cinco dias depois do golpe civil-militar de 1964, foram presos 26 caxienses. Entre eles estava Percy Vargas de Abreu e Lima. Sobre o ocorrido Percy registrou em seus escritos: ‘Fui preso injustamente quando me encontrava ao lado de minha esposa, às 4 horas da madrugada. Não ignoravam que eu era um enfermo, depois de cercarem a casa armados de fuzis e metralhadoras, arrancaram-me da cama e conduziram-me ao carro que me levaria ao quartel’. Sendo remetido a Porto Alegre, logo após, por possuir infecção contagiosa, que era tuberculose, Percy foi conduzido ao Sanatório Belém onde se amontoavam pessoas com essa doença, durante 54 dias. Depois de muita angústia e sofrimento, sua filha Elma foi buscá-lo.

Livre, passou por horas difíceis, pois seu estado de saúde agravara-se. A prisão o impossibilitou de trabalhar e seus vencimentos eram gastos em remédios. Sobre as pessoas que estavam a favor do 31 de março  Percy escreveu: ‘Não condeno as pessoas que me prenderam. Também não condeno aquelas que, pertencendo ao movimento, tudo fizeram para minimizar a minha situação, enviando-me para um sanatório, preso sob palavra. Sou-lhes gratos’”.


 Conheça um pouco 
  sobre o Dr.Percy


Percy Vargas de Abreu e Lima elegeu-se pela primeira vez vereador em 1959, com 1.064 votos pelo Partido Social Progressistas (PSP). Reelegeu-se em 1963, mas não mais pelo PPS. Essa agremiação que abrigava os simpatizantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), então na clandestinidade, não quis mais a companhia de alguns setores da esquerda de Caxias do Sul e criou a Aliança Republicana Socialista (ARS). A Aliança apoiou, e m 1963, o candidato à prefeitura pelo ,  Júlio Costamilan, mas para vice lançou Bruno Segalla, em candidatura própria, e elegeu Percy Vargas de Abreu e Lima para vereador.

Hermes Webber, com uma poderosa coligação de partidos (PSD, PL,m PRP, UDS, PDC e PRP), que com o golpe passaria a ser ARENA, elegeu-se prefeito com 18.083 votos. Julio Costamilan somou 14.517 votos. O PTB dividiu-se com a criação do Movimento Trabalhista Renovador (MTR) liderado por Fernando Ferrari e acabou perdendo as eleições em Caxias e ao Piratini e m 1962. O PTB e setores da esquerda acabaram fazendo parte do futuro MDB. Bruno Segalla, que era suplente a deputado estadual eleito em 1962, como candidato a vice-prefeito somou 5.034 votos, ficando em terceiro lugar na classificação geral.

Percy Vargas de Abreu e Lima nasceu em Santana do Livramento, em 2  de agosto de 1905. Faleceu em 26 de abril de 1973, em Caxias do Sul.  No próximo dia 26 fará 41 anos de sua morte. Antes de vir para Caxias, Percy trabalhou como advogado em Itaqui, Porto Alegre e São Leopoldo. Em 1933, Percy veio pela primeira vez a Caxias para fazer a defesa  der L. V  “substituindo” o saudoso e também brilhante advogado Alberto Pasqualini, fundador e ideólogo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1945 elegendo-se Senador pela primeira vez em 1950, sendo o relator do explosivo projeto que criou a Petrobrás em 1953, falecendo em 1960, no Rio de Janeiro, aos 59 anos, como senador da República. Em 1936, por convite do advogado Miguel Cardoso Filho, veio advogar em Caxias. Percy adotou Caxias como o lar definitivo. Casou-se em 1937 com Elma De Abreu e Lima, constituindo família. Ele trabalhou por mais de 45 anos. Exerceu sua profissão de advogado criminalista, onde foi um dos mais brilhantes da história do judiciário caxiense e gaúcho, até sua cassação em 1964. Em 45 anos nunca cobrou honorários das pessoas mais pobres que o procuravam. Em 1937, ao lado de um pequeno grupo de pessoas, criou o Centro Cultural Tobias Barreto. O Centro desejava congregar os intelectuais da cidade e disseminar a cultura a população. 

Por suas posturas à frente de seu tempo, angariou muitos inimigos e desafetos na sociedade conservadora de Caxias nas décadas de 30, 40, 50 e 60. Mas era muito estimado pelas classes mais humildes e pelos intelectuais da cidade.

Em 1980, a prefeitura e Câmara de Vereadores, tentando reparar a injustiça de sua cassação em 1964, aprovaram o seu nome para Casa da Cultura, que estava sendo inaugurada, em homenagem aos seus extraordinários dotes culturais, intelectuais e humanistas.

                                                                                                              Foto: Arquivo/Gazeta
Percy foi o único vereador cassado por motivos 
 ideológicos na história da Câmara de Caxias

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O Homem e a rua - Ovídio Deitos

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O HOMEM E A RUA    
                                                                                                       Ovídio Deitos - empresário.

       Fico observando o que vem ocorrendo no país relativamente à nossa economia, que, diga-se de passagem, sempre apanhou do governo. Em todos os níveis, não é apenas no governo federal. Os empresários e os produtores apanham do governo central, do estado e do município.
       O medo dos ladrões fez com que os homens públicos, por pressão da sociedade, editassem leis e mais leis com o objetivo de conter este ou aquele excesso, mas as leis não fizeram outra coisa senão bloquear a economia através de uma burocracia inconcebível e os ladrões continuam roubando até mais.
      Primeiramente é preciso que se diga que não dá para agir sob pressão da sociedade. Se alguém tiver dúvidas disso, veja o que ocorreu com a legislação de incêndios em relação à boate que queimou em Santa Maria. Uma grande parte das obras de construção civil ou parou ou vai parar e, em consequência, centenas, talvez milhares de trabalhadores vão perder o seu emprego.
       Os exageros nunca conduziram a nada.
     Ocorre que nem o país, nem o estado e nem o município fazem coisa alguma para escapar dessas amarras.
     Por exemplo: nunca se ouviu falar de um deputado, senador ou vereador que propusesse a revogação de alguma dessas leis absurdas que prejudicam o crescimento do país. Aliás, será que se alguém fizesse isto, a extinção passaria?
      Estamos diante de um problema de cultura, quando todo o mundo acredita que as leis resolvem tudo. Tenho um amigo na Prefeitura que me falou que eu devo ser anarquista, porque escrevo contra as leis. Eu não sou anarquista, mas que no país há um excesso de leis, isso há.
    Se alguém duvida daquilo que estou afirmando, encaminhe alguma coisa na Prefeitura. Qualquer coisa. Vai ver logo o que vão pedir. Experimente, por exemplo, doar uma pequena rua para o município, uma rua que o município precisa e que está prevista no Plano Diretor, uma coisa que deveria ser pacifica. É uma matéria que leva dois anos, sem dúvida. Então, como dizia Vinicius de Morais “me dá uma pena dessa gente que vai em frente sem nem ter com que lutar”. Como é que pretendemos que uma pessoa humilde tenha a casa própria se, em nome da lei, a rua não comporta porque foi feita há muitos anos, é estreita, não está nos parâmetros da lei atual, é do tempo da cidade pequena, quando nem lei havia.
        Então o parecer será a favor de que o homem, ser criado por Deus e para qual Deus criou o mundo, vá morar com sua família debaixo da ponte, porque a rua onde ele pode fazer a sua casa não tem a largura prevista em lei.
     Uma sábia decisão, sem dúvida. Até o cachorro do requerente fica com pena do dono e vermelho de vergonha de ver que o seu dono está pedindo para construir uma casa numa rua que não tem a largura prevista no Plano Diretor.
        O sábio mostraria às autoridades que isto é desumano e faria com que se enviasse um projeto para alterar a lei que deve privilegiar primeiro o ser humano e depois o contexto urbano. Mas o burocrata não faz isto. Ele deixa o homem e a família na rua.


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SAÚDE OCULAR

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               Sete erros que podem arruinar sua visão

As pessoas, em geral, não costumam dar muita atenção à saúde ocular.  Mas, basta entrar um cisco no olho para desencadear estresse. Ou seja, é preciso dar mais atenção à visão, cuidar bem dos olhos sempre de maneira preventiva. Essa é a opinião do oftalmologista Renato Neves. Ele aponta os sete erros mais frequentes que as pessoas cometem e que acabam prejudicando a visão:

 1.      Sair sem óculos de sol - “Desde pequena, a criança deve ser acostumada a proteger os olhos nas brincadeiras ao ar livre. Só assim ela vai se tornar um adulto consciente da importância de usar óculos de sol mesmo nos dias nublados ou nos lugares em que neva. Os raios UV deterioram a visão, levando à formação precoce de catarata, degeneração macular e até mesmo de tumores benignos ou cancerosos na superfície dos olhos. Vale ressaltar que não adianta usar óculos baratinhos, vendidos na praia ou no comércio popular. É fundamental que as lentes tenham um tratamento para bloquear pelo menos 99% dos raios UVA e UVB”.

2.      Passar tempo demais diante de um monitor - “Hoje em dia, as pessoas passam tempo demais focadas na tela do computador, de notebooks, e-books, tablets, smartphones e videogames cada vez menores. A distância, o contraste e o brilho podem causar fadiga ocular, incluindo dores de cabeça constantes, visão turva, olhos secos e irritados, e até falta de concentração. O ideal é a pessoa se manter afastada pelo menos 50 centímetros das telas.  Também é importante fazer pausas de hora em hora para piscar – que é uma medida de proteção da visão, já que a pálpebra superior lubrifica a parte frontal dos olhos. Quando isso não ocorre como deveria, a córnea começa a se tornar ressecada e irritada”.

3.      Abusar dos colírios - “Muitas pessoas são dependentes de colírios da mesma forma com que outras não conseguem dormir sem descongestionantes nasais. Ocorre que, ao mesmo tempo em que parecem eliminar a irritação ocular, o uso abusivo desses medicamentos pode estimular um ciclo vicioso. Ou seja: quando o paciente realmente precisar de um colírio, teremos de prescrever um medicamento mais forte para tratar o problema”.

4.      Descuidar da higiene das lentes de contato - “Por falta de informação, às vezes os usuários de lentes de contato cometem ‘pequenos deslizes’ que podem custar caro para a visão. Via de regra, as lentes de contato devem ser higienizadas diariamente com soluções específicas para essa finalidade – assim como o estojo. Portanto, jamais se deve lavar as lentes debaixo do chuveiro, nem entrar de lente em banheiras, piscinas ou mar. Tampouco a pessoa deve dormir com as lentes, porque elas impedem que os olhos sejam devidamente oxigenados. Caso o usuário não siga essas simples recomendações, as chances de vir a ter infecções oculares triplicam”.

5.      Fumar - “Por uma série de razões, ninguém deveria fumar, mas aqui está mais uma: fumar aumenta o risco de desenvolver catarata e degeneração macular (deterioração progressiva de parte da retina). Esse vício prejudica consideravelmente a capacidade de o corpo fornecer nutrição e oxigenação adequada aos tecidos – o que inclui os tecidos oculares. Portanto, sempre é hora de parar de fumar”.

6.      Dormir de maquiagem ou usar maquiagem vencida - “Esse é um problema muito recorrente entre as mulheres. Os cuidados devem começar já ao fazer a maquiagem. Alguns tipos de sombra podem arranhar o cristalino e causar irritação caso entrem em contato direto. Até mesmo durante a aplicação do rímel é preciso dobrar atenção, já que é muito comum o aplicador atingir a parte interna dos olhos. Outro cuidado fundamental é descartar toda maquiagem vencida, já que pode desencadear alergias severas, irritação, vermelhidão e sensação de ter areia nos olhos. Se isso acontecer, é importante lavar os olhos abundantemente com água fria e buscar ajuda especializada”.

7.      Negligenciar sintomas - “Adiar a consulta ao oftalmologista na presença de dor, sensibilidade à luz, visão difusa, vermelhidão persistente ou qualquer outro sintoma fora dos padrões habituais pode ser um grande erro. Achar que os sinais vão desaparecer sozinhos não é a atitude mais correta nesses casos, já que um diagnóstico tardio pode significar um problema muito mais grave para resolver, exigindo, muitas vezes, intervenção cirúrgica muito mais complexa e um tempo de recuperação mais prolongado. Portanto, nada de achar que ‘vai passar’. Consulte um oftalmologista”. 

                                                                                                                                               Foto Divulgação Gazeta
É preciso dar atenção à visão, prevenir-se é importante

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Campeonato Gaúcho

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Tetracampeonato com goleada

Colorado goleia o Grêmio na final do Gauchão e faz a festa em Caxias do Sul. 

O Internacional na tarde deste domingo no Estádio Centenário em Caxias do Sul poderia perder o clássico Gre-Nal até por 1x0 que se consagraria tetracampeão gaúcho, devido à vantagem conquistada no primeiro jogo na Arena, no qual venceu por 2x1. Porém fez melhor do que isso. Goleou o Grêmio na final do Gauchão por 4x1 e conquistou o tetra. 
 D’Alessandro, Alex por duas vezes e Alan Patrick marcaram os gols colorados. Ernando contra, marcou o gol de honra gremista.  Após um primeiro tempo em que o Grêmio foi melhor no jogo, foi o Inter que saiu na frente. E na segunda etapa goleou o time gremista. No placar agregado das duas partidas o Internacional venceu o rival por 6x2.
O time colorado continua sem saber o que é perder um Gre-Nal em Caxias do Sul. São quatro no total, com duas vitórias coloradas e dois empates.
Precisando buscar o resultado o time gremista ficava mais com a bola e jogava no campo colorado no primeiro tempo, mas longe de criar chances claras para marcar. Logo no primeiro minuto, Alán Ruiz dentro da área finalizou mal. Logo depois foi a vez de Dudu finalizar fraco ao gol de Dida. Aos 11, Edinho bateu a direita do goleiro colorado. 
O Inter que não ia ao ataque, a primeira vez que o fez, chegou ao gol. Aos 26, após falha de Werley dentro da área, Rafael Moura escorou para D’Alessandro que limpou a marcação e mandou no canto esquerdo de Marcelo Grohe, Inter 1x0. 
A melhor chance gremista na etapa veio com Barcos, aos 33, quando o argentino recebeu na frente, cortou a marcação e bateu a gol obrigando Dida espalmar para escanteio. Porém no final da etapa quem quase marcou foi novamente o Inter. Em chegado com D’Alessandro pelo lado esquerdo da área, por detalhe Rafael Moura não desviou para a rede. 
O Grêmio foi para o intervalo precisando marcar três gols para conquistar o título. Enderson Moreira mudou na volta para segunda etapa, colocou Maxi Rodríguez no lugar de Edinho. 
O Internacional voltou com outra postura para a segunda etapa. Deu uma pista disso logo aos 2 minutos, quando chegou forte em chute  de fora da área. Grohe fez a defesa. 
Mas foi aos quatro que o Inter chegou ao gol e deixou a missão gremista ainda mais complicada. Alan Patrick pelo lado direito dentro da área bateu a gol, Alex desviou na frente do goleiro gremista e fez 2x0. 
Aos nove, Marcelo Grohe fez a defesa na cobrança de falta de D’Alessandro. A bola saiu para escanteio e na sequência o argentino foi derrubado dentro da área por Dudu. Pênalti marcado por Márcio Chagas da Silva. Alan Patrick cobrou e fez o terceiro. 
Se antes mesmo do terceiro gol a torcida colorada no Estádio Centenário já gritava olé. Ela foi ao delírio quando no minuto seguinte após o gol de Alan Patrick, Alex recebeu na frente, driblou Marcelo Grohe e fez Inter 4x0. Era o terceiro gol colorado em apenas dez minutos do segundo tempo. 
Com a goleada o time de Abel baixou um pouco o ritmo. Aos 21 em jogada de Dudu pelo lado direito, o Grêmio descontou, a bola ainda desviou em Ernando antes de entrar. Faltando dez minutos para a partida terminar, Willians e Pará foram expulsos após bate boca e confusão. 
O colorado com a goleada no clássico chegou ao seu 43° título estadual de sua história. É o quarto seguido. No próximo fim de semana estreia no Campeonato Brasileiro diante do Vitória. Já o Grêmio enfrenta o Atlético-PR e volta a jogar pela Libertadores, no dia 23 na Argentina contra o San Lorenzo. 

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sábado, 12 de abril de 2014

CRISE

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Bancada de apoio a Alceu rejeita criação 
de comissão processante contra vice  

O ofício pretendia instalar comissão processante para analisar a possibilidade de 
cassação do vice-prefeito Antonio Feldmann (PMDB) 

A denúncia contra o vice-prefeito municipal, Antonio Feldmann, para instalação de comissão processante, está arquivada no âmbito do Legislativo caxiense. Na sessão ordinária de quinta-feira, dia 10, por maioria (17X3), o plenário rejeitou o ofício da bancada petista, liderada pelo vereador Rodrigo Beltrão, propondo que a futura comissão analisasse a possibilidade de perda do mandato de Feldmann. O motivo era o fato de ele não ter assumido o exercício da chefia da Prefeitura, durante as férias do prefeito Alceu Barbosa Velho, que retomou o comando do Executivo, na manhã de hoje. 

Votaram favoráveis os vereadores Guiovane Maria (PT), Daniel Guerra e Renato Nunes, ambos do PRB. Votaram contra Arlindo Bandeira (PP), Edi Carlos (PSB), Edson da Rosa (PMDB) Felipe Gremelmeir (PMDB), FlÁVIO Cassina (PTB),Flavio Dias (PTB),Guila Sebben (PP), Henrique Silva (PCdoB) João Carlos,Virgili Costa (PDT), Jaison Barbosa (PDT), Mauro Pereira (PMDB), Neri Andrade Pereira (SDD), Perdro Incerti (PDT) Rafael Bueno (PCdoB), Raimundo Bampi (PSB),Washington Stecanella Cerqueira (PDT) e Zoraido Silva (PTB).

O vereador Mauro Pereira (PMDB) ponderou que, antes de abrir uma discussão sobre eventual cassação de Feldmann, seria necessário aguardar pelo posicionamento definitivo do Judiciário e do Ministério Público. Ele lembrou que em 2010 ficou 65 dias com sua candidatura impugnada, depois foi julgado e ganhou a causa.  “Se aprovássemos a Comissão Processante antes  de uma decisão da justiça poderíamos estar repetindo este equívoco contra Feldmann”. 

Na mesma linha, o vereador Jaison Barbosa (PDT) considerou precipitada a ideia de uma comissão processante agora. “Já imaginaram a Câmara criar uma Comissão Processante  e depois Feldmann ser considerado inocente pela justiça?” questionou Jaison. O vereador Zoraido Silva (PTB) argumentou não existirem fatos obscuros que justificassem a comissão. Chegou a sugerir à bancada petista a retirada da denúncia. 

Para o líder do governo municipal na Casa, vereador Pedro Incerti (PDT), trata-se de questão técnica e de interpretação legal. O vereador Guila Sebben (PP) salientou ser necessário aguardar algum apontamento transitado e julgado, por parte da Justiça. Conforme o vereador Virgili Costa (PDT), o vice-prefeito não incorreu em má-fé. 

  “Nesse episódio é como
    se a prefeitura fosse 
    a casa da mãe joana” 

Durante o debate, Beltrão apontou que a Câmara não poderia se isentar de avaliar a situação. Para o petista, Feldmann descumpriu a decisão judicial, que determinou a ele que assumisse a Prefeitura. “Não pode haver interpretação da lei. Ele tinha que assumir e não negar-se e manter-se no gabinete e continuar sendo remunerado. Ao dizer que se considera impedido porque não concorreria a deputado federal, ele está afrontando o estado democrático de direito. Caxias ficou quatro horas sem prefeito pela irresponsabilidade do vice-prefeito”.

A vereadora Denise Pessôa (PT) acrescentou que, no caso, teria havido improbidade administrativa e falta de cumprimento à Lei Orgânica Municipal. Para Denise, “o prefeito não podia ter viajado diante da negativa do seu vice assumir”. O vereador Kiko Girardi (PT) também assinou a denúncia. 

De acordo com o vereador Daniel Guerra (PRB), nesse caso, o governo municipal teria agido com desrespeito ao cidadão. Antes deste governo se eleger foi feito um grande acordo de compadres. “Neste episódio agiu-se como  se a prefeitura fosse a casa da mãe joana e para acabar com isso foi preciso o Ministério Público intervir”. O vereador Renato Nunes (PRB) ressaltou que Feldmann estaria privilegiando as suas vontades pessoais, ao invés das prerrogativas do cargo que ocupa. “Ele deu um golpe agora está dizendo que sofreu um golpe, está se fazendo de vítima”. 

Momentos antes da votação, Beltrão, Denise e Kiko, autores da denúncia, tiveram que sair do plenário. Eles foram impedidos de votar, pelo que dispõe o inciso I do artigo 5º do decreto-lei federal 201, de 27 de fevereiro de 1967. Por isso, no decorrer de hoje, a Câmara procedeu à convocação dos três suplentes da Frente Popular (PT, PRB, PRTB, PTC, PV), os petistas Ana Corso, Marcos Regelin e Guiovane Maria, que possuíam 15 dias para encaminhar resposta ao Legislativo. Só Guiovane conseguiu participar da votação. Ele se posicionou de forma contrária e lamentou suposta omissão de Feldmann, ao não assumir o comando do Executivo, durante o afastamento de Alceu. 

                                                                                                                                                                           Foto Diego Pereira
Base de apoio a Alceu na Câmara rejeitou criação de Comissão Processante 


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CRISE NA PREFEITURA

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 Prefeito tenta passar a imagem 
de que não há crise, mas ela existe

Embora o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), no retorno antecipado de férias, em entrevista coletiva, tenha dito que não existe crise na prefeitura, ela existe. A própria justiça caxiense diz que o vice-prefeito Antonio Feldmann descumpriu a Lei Orgânica do Município ao negar-se a assumir a prefeitura mesmo permanecendo no cargo e em Caxias.

As férias do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) tiveram que ser bruscamente interrompidas após duas decisões judiciais que questionavam quem era o sucessor para assumir o cargo de chefe do Executivo na sua ausência e na recusa do vice-prefeito, Antonio Feldmann (PMDB), que optou por não assumir o cargo para não se transformar em inelegível para as eleições gerais de outubro. Alceu e a primeira-dama e coordenadora de Comunicação da prefeitura, Alexandra Baldisserotto, embarcaram em Cancun, no México, na quarta-feira, e, após desembarcarem em Porto Alegre no início da manhã de quinta, chegaram em Caxias.Menos de uma hora depois, Alceu chegava no prédio da administração municipal e reassumia seu cargo.

A cerimônia foi bem diferente de quando saiu em férias e passou o cargo de prefeito para o presidente da Câmara de Vereadores, Gustavo Toigo (PDT), com o Salão Nobre lotado, fotos, sorrisos e discursos. Na retomada, na quinta, 10, a documentação já estava pronta e Alceu assinou, junto com Toigo, numa cerimônia bem reservada, quase despercebida, sem a pompa da primeira, que tinha inclusive a presença do vice Feldmann que, embora não quisesse assumir, estava na solenidade da posse de Toigo e da despedida de Alceu para entrar de férias, o que caracterizava a ilegalidade, pois o vice estava presente e isso comprovaria a irregular substituição, conforme a própria justiça caxiense está dizendo.

Logo em seguida, na coletiva à imprensa, era notório o clima de constrangimento. Havia um grande staff cercando Alceu, além de Feldmann, que sentou ao seu lado, revelando certo nervosismo, estavam secretários, vereadores da base aliada e todos sentados ao lado de Alceu como se o estivessem protegendo e servissem de couraça ao prefeito.  A presença de um grande grupo de apoiadores tentou passar a imagem de unidade em torno da decisão de Feldmann de que não há crise política na prefeitura, mas apenas crise de interpretações como Alceu afirmaria. Na verdade, o que se viu foi um clima tenso no rosto e no olhar de todos os que cercavam o prefeito, inclusive ele próprio, diante dos questionamentos da imprensa.

Francisco Spiandorello não 
concorreu a deputado em 1996

Antes de abrir para as perguntas, Alceu procurou demonstrar tranquilidade e plena segurança fazendo suas observações, a partir de tudo o que viu na imprensa sobre os fatos enquanto estava fora do Brasil. Como se a crise não existisse, com a justiça batendo à porta, mostrando indiferença, começou bem-humorado com os jornalistas e pediu desculpas pelo cansaço da viagem. Tentando desviar o tema, citou que leu num jornal de abrangência nacional que o vice-presidente da Câmara dos Deputados (André Vargas, do PT do Paraná) havia renunciando por suspeita de envolvimento com doleiro. E comparou que no exemplo de Brasília trata-se de uma crise causada por corrupção, o que o deixaria muito chateado, caso tivesse acontecido em Caxias.

“O que está havendo é uma crise de interpretação da lei e não uma crise  moral e  ética como estão dizendo”, afirmou taxativamente, tentando esvaziar a coletiva já no seu início.  Quando questionado pelos jornalistas sobre a crise, falou sobre o desgaste do governo e do vice, sobre sua relação com o vice-prefeito Antonio Feldmann, dando nota 10 para o vice e aproveitou para mais uma vez desviar o assunto anunciando a mudança do chefe de Gabinete (Manoel Marrachinho será coordenador das obras do PAC e cede o lugar para o presidente da Festa da Uva, Edson Néspolo) e fugiu do assunto ao ser questionado sobre quando remarcará suas férias. Para Alceu, se há uma crise, a mesma está na interpretação equivocada da Legislação que respalda a conduta e ações de todos os envolvidos. Ele questionou a sentença da juíza Maria Aline Vieira da Fonseca, na qual há citação de que a ordem de sucessão efetuada na ausência de Alceu era “juridicamente inadequada”, e que em momento algum declara como ilegal. 

Alceu disse também que respeita o posicionamento tanto da oposição quanto do Ministério Público (MP), embora declarou, em algum momento da entrevista, que houve algumas ações, na última semana, que beiram a má-fé. Alceu Barbosa Velho deu como exemplo situação semelhante a ocorrida durante o mandato de Mário David Vanin na prefeitura de Caxias, quando o vice da época, Francisco Spiandorello, se negou a assumir o Executivo para concorrer a deputado federal. Na ocasião, segundo Alceu, o então presidente da Câmara de Vereadores, Kalil Sehbe, foi empossado na gestão municipal. O prefeito de Caxias, Alceu Barbosa Velho (PDT), se enganou. Francisco Spiandorello, vice-prefeito entre 1993/1996, nunca concorreu à Câmara Federal, como ele afirmou.

 Em 1996, “Chico”, como é conhecido, candidatou-se à Câmara de Vereadores e se elegeu. Em duas oportunidades, por causa de viagens do prefeito Mário Vanin, no período eleitoral, Spiandorello não assumiu. O presidente da Câmara, Kalil Sehbe, em ambas as oportunidades, assumiu a prefeitura. Quando da volta de Vanin ele reassumiu sua função de vice. Spiandorello, ouvido pela Gazeta, disse que não lembra se tinha se afastado, mas acredita que não permaneceu na prefeitura durante a ausência de Vanin. A lei da improbidade já existia desde o final de 1992, era um ano eleitoral, o PT estava mais vigilante do que nunca e o prefeito Mário Vanin era muito cauteloso.

Bastante abalado, após a coletiva, Antonio Feldmann comentou que está tranquilo com a situação, mas fez questão de observar que a repercussão do caso reascende o debate da necessidade de haver uma reforma político-eleitoral no país.

Sobre a avalanche de críticas nas redes sociais pelo fato de ele não assumir, Feldmann preferiu atribuir “a pessoas que estão contra a administração”, não admitindo que há um grande descontentamento na cidade quanto a maneira como o prefeito e o vice conduziram a questão, independente de ideologias ou simpatia partidária. Feldmann ressaltou que a visita a Mendoza, na Argentina, estava agendada desde 19 de fevereiro e que arcou com os custos da viagem, sem retirar diárias oficiais. “O meu erro foi ter dito que era uma viagem particular e não era, foi oficial, afirma, citando encontros com diplomata e visitas a uma câmara de comércio e vinícolas como exemplos de resultados obtidos para a prefeitura”. Ele chegou a afirmar que poderia ter informado sobre a visita antes, “mas às vezes a gente não quer fazer divulgação de viagens”. 

França: “Violação da legalidade, 
  impessoalidade e moralidade”


A opção do vice-prefeito Antonio Feldmann em não assumir o posto de prefeito durante as férias de Alceu Barbosa Velho (PDT) pode acarretar na perda do mandato. No último dia 04, a juíza Maria Aline Vieira da Fonseca, da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública do município, acatou a ação civil pública impetrada pelo promotor Alexandre Porto França, que determinava que Feldmann assumisse o cargo imediatamente.

A denúncia partiu da bancada do PT na Câmara de Vereadores, com base no artigo 89 da Lei Orgânica, que impõe ao vice substituir o prefeito na vacância do cargo. 

Segundo entendimento do promotor, a Lei Orgânica deve ser respeitada e questões de ordem pessoal ou política não podem interferir na obrigação institucional de exercer o cargo. De acordo com França, mesmo que Feldmann tenha a intenção de ingressar com um recurso contra a decisão judicial, a determinação da juíza deve ser cumprida enquanto isso.

Diante do descumprimento, da decisão liminar que determina que o vice-prefeito Antonio Feldmann assuma a chefia da prefeitura de Caxias do Sul, o promotor de Justiça Alexandre Porto França irá instaurar inquérito civil para apurar improbidade administrativa no Executivo Municipal.

O promotor entende que a recusa de Feldmann e a posse do procurador-geral do município, Victório Giordano da Costa, como prefeito em exercício, na manhã do dia 8, podem representar violação dos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade.
O presidente do Legislativo caxiense, Gustavo Toigo, não seria alvo da investigação, porque cumpriu a determinação e deixou a prefeitura nesta terça-feira. Nas férias do prefeito Alceu Barbosa Velho, o vice Antonio Feldmann deveria assumir o cargo, mas optou por não exercer a função de chefe do Executivo para não se tornar inelegível nas eleições deste ano, ele seria pré-candidato a deputado federal. Então, o cargo de prefeito ficou com o presidente da Câmara, Gustavo Toigo (PDT). Porém, uma liminar judicial ordenou que o vice assumisse o cargo, como manda a Lei Orgânica do Município. Foi assim que Toigo deixou a prefeitura na manhã de terça.
Segundo o procurador-geral do Município, Victório Giordano da Costa, PDT, como a decisão judicial determinava o afastamento de Toigo, isso foi cumprido. E Costa assumiu o cargo, respaldado pela Lei Orgânica do Município, segundo sua justificativa.

A multa diária de R$ 50 mil por dia de não cumprimento da liminar, imposta ao vice Feldmann, só vai ser exigida a partir do momento que ele for citado no processo do MP. O promotor afirma que o próximo passo é a instauração de um inquérito civil que investigue a conduta de improbidade administrativa. França entende que o pagamento da multa não é a punição em si, e servia somente como instrumento de coerção para que a Lei seja cumprida.

                                                                                                                                                                          Foto Diego Pereira
Num clima tenso, prefeito Alceu deu apoio irrestrito a Feldmann que pode sofrer
 processo de improbidade

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