domingo, 25 de janeiro de 2015

Área central de Caxias em obras

0 comentários
Sistema Integrado de Mobilidade prevê melhorar a velocidade média de operação e reduzir os pontos críticos no trânsito na área central de Caxias. 


                                                                                           Foto Diego Pereira
Rua Sinimbu começou a receber as obras do SIM Caxias

   Continuam as obras do SIM (Sistema Integrado de Mobilidade) na área central de Caxias do Sul. A implantação do sistema promoverá e já está ocasionando várias mudanças no sistema viário da área central.
   Ao total são 28 obras previstas, divididas aproximadamente em 10 etapas, agrupadas conforme as similaridades dos serviços e da localização geográfica. O Secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana, Manoel Marrachinho, estima que 50% do volume físico das obras já foram contratadas. E 15% concluídas.
   Para o titular da pasta o objetivo do SIM é que se possa ter uma redução de conflito do transporte público com o transporte privado, com o ônibus tendo uma atratividade maior, com maior confiabilidade, principalmente ao que diz respeito à pontualidade. Com isso espera-se que diminuam os pontos críticos que se tem hoje no trânsito da área central de Caxias. Com o aumento da atratividade do transporte coletivo, acredita-se estancar a perda de usuários que hoje ocorre diariamente. E com isso futuramente ganhar novos adeptos.
   As obras acontecem ao mesmo tempo em diferentes pontos da cidade. A partir desta segunda-feira, dia 26, quatro etapas diferentes estarão sendo realizadas simultaneamente. A Avenida Itália está recebendo o recapeamento asfáltico e terá corredor único para ônibus em asfalto, com concreto nas paradas.
   Na semana que passou iniciaram as obras dos corredores de ônibus na Rua Sinimbu que receberá concreto na pista da direita e terá recapeamento do asfalto no restante. As obras vão avançando em princípio de duas em duas quadras, mas vai depender do andamento das obras e da mobilidade do entorno delas. Duas pistas estão sendo ocupadas para as obras e outras duas liberadas. Os ônibus oriundos da zona sul foram transferidos para a Rua Marechal Floriano e os da zona leste para a Rua Visconde de Pelotas para acessarem a Sinimbu.

Corredores semiexclusivos
na Pinheiro e Sinimbu

   A Rua Pinheiro Machado também está em obras, com pavimentação da pista da direita com concreto. A rua já recebeu a nova camada de asfalto entre a Feijó Júnior e a Teixeira Mendes. Tanto a Pinheiro quanto a Sinimbu terão corredores semiexclusivos, que ficarão ao lado do de concreto, mas terão asfalto. Ele será para ônibus, táxi e transporte de fretamento, com previsão de funcionamento das 7h às 21h, de segunda à sexta-feira. Na Pinheiro entre a Dr. Mountary e a Marechal Floriano, por se tratar de um trecho mais curto da via, não haverá o corredor semiexclusivo.
   Nesta segunda também inicia o recapeamento asfáltico e nova sinalização viária da Rua Luiz Michelon, da BR-116 até a Angelina Michelon, da Rua Treze de Maio, entre a Sinimbu e a Avenida Júlio de Castilhos e da Júlio entre a BR116 até a Treze.
   A Luiz Michelon, no bairro Cruzeiro, também deve receber em vinte dias ordem para o recapeamento da via, desde da Rua Simão Cembrani até a BR 116, onde se tornará mão única, após a abertura da Rua Rodrigo Alves, e receberá ciclovia neste trecho.
   Paralelamente na Rua Sinimbu e Pinheiro Machado, à medida que as obras forem avançando será retirado o estacionamento em definitivo, da Rua Guia Lopes até a Feijó Júnior.
    O projeto prevê a retirado ao todo de 250 vagas de estacionamento da área central da cidade. Foram retiradas até o momento aproximadamente 40 vagas. Todas elas serão repostas.
    Para Marrachinho as vagas retiradas são pouco significativas no ponto de vista quantitativo, sendo uma tendência irreversível na área central da cidade a retirada de vagas de estacionamento daquelas ruas que são consideradas estratégicas para a mobilidade. A remoção das vagas funcionará como um alargamento da via e consequentemente ocasionarão um aumento no escoamento do trânsito.
Já que o simples fato de um condutor buscar por uma vaga e estacionar o seu veículo acaba trancando o trânsito que sofre com o efeito dominó nos horários de maior fluxo.
   Algo que inicialmente causará uma quebra cultural. É costume dos motoristas caxienses procurarem estacionar na frente do endereço que pretendem ir. Mas será necessário se adaptar a uma nova cultura no trânsito central da cidade. “Isso faz parte das ações que deve ser alteradas em uma cidade do tamanho de Caxias do Sul”, afirma.
   Segundo o Secretário as medidas que já foram tomadas na implantação do sistema estão dando resultado, apesar de ainda existirem poucos indicadores. Ele menciona que na Sinimbu, da Rua Garilbadi para baixo, tem diminuído o nível de engarrafamento e aumentado a velocidade média de operação do transporte coletivo nos horários de pico no corredor da via. Com um ganho de 15% a 20% na velocidade de operação nos horários de circulação intensa do trânsito.
    As proibições de conversões em alguns entroncamentos da área central geraram um número alto de multas, seja por imprudência ou pela falta de informação. Mas segundo Marrachinho as infrações vêm diminuindo bastante.
    O chefe da pasta conta que o prazo pretendido pela Secretaria para se colocar o sistema de troncalização do transporte coletivo em funcionamento é para janeiro do ano que vem, antes do início da próxima Festa da Uva na cidade. Com os corredores de ônibus prontos na Sinimbu e na Pinheiro e as EPIs (Estação Principal de Integração) Imigrante e Floresta concluídas. “Período considerado adequado para colocar em operação um sistema desses em funcionamento, com um menor número de usuários consequentemente se terá uma melhor facilidade de resolver os problemas que poderão surgir.”, explica.
    Além das EPIs Imigrante e Floresta, estão previstas a construção de mais três estações principais. No bairro São Ciro e outra na zona norte, com dinheiro captado pelo SIM Caxias, devem iniciar em 2017. Já na zona sul, dois locais estão sendo estudados na região do Kaiser.
O projeto prevê no seu total oito EPIs, as outras três deverão ser reavaliadas pelo Plano Diretor de Mobilidade já que o projeto é do ano de 2003.

Júlio de trânsito local
   
   Como Secretário de Trânsito, Marrachinho entende que se deve fazer todos os esforços para tornar a Avenida Júlio de Castilhos uma via de trânsito local, para quem mora nas imediações, para o comércio e para os contornos de quadra das conversões. E não como uma via de deslocamento para cortar o centro da cidade como ocorre atualmente, muitas vezes concorrendo com a Sinimbu e Pinheiro Machado. “A ideia é que o volume de trânsito na Júlio diminua cada vez mais”.
Por isso também é uma proposta da secretaria a retirada dos táxis-lotação da Avenida Júlio. Os chamados ‘azuizinhos’, no atual planejamento devem mudar de via na área central. Contudo o futuro local ainda deve ser debatido.
    Atualmente a frota é de 21 táxis-lotação e quatro linhas. Há projeto para ampliação, com a frota passando para 44 e com acréscimo de mais duas linhas, contudo a licitação se encontra na justiça e o Município está recorrendo. Todas as obras do SIM Caxias, com exceção das demais estações de transbordo, devem ficar prontas até setembro de 2016.


Leia Mais ...

sábado, 24 de janeiro de 2015

Se Sartori tivesse vetado, ele sairia fortalecido. Assim...

0 comentários
Três dias depois de sancionar o aumento do próprio salário e dizer que não era “oportunista” e “demagogo” e de ser alvo de uma enxurrada de críticas, o governador José Ivo Sartori (PMDB) voltou atrás e decidiu abrir mão do reajuste. Essa decisão provocou as mais variadas reações, pois Sartori voltou atrás quando teve a oportunidade de vetá-lo e não o fez. 

   A medida se estende à remuneração do vice-governador José Paulo Cairoli  (PSD), mas segue valendo para secretários, deputados e membros do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Defensoria Pública. Na última sexta-feira, quando chancelou a proposta, aprovada em dezembro na Assembleia, chegou a dizer que "pagaria o preço que tivesse de pagar" pela posição.
   Criticado nas redes sociais e na mídia, deu uma declaração confusa, afirmando que seria "oportunista" e "demagogo" se impedisse o aumento.  Mas na segunda-feira, dia 19, no Palácio Piratini, o discurso mudou. Ao lado de Cairoli, o governador convocou a imprensa para anunciar o recuo. Reconheceu ter ficado "muito em dúvida" sobre o caso e disse, sem entrar em detalhes, que a opinião e decepção de pessoas de seu convívio com a decisão pesou na reviravolta.
   No caso do contracheque dele, a correção chegaria a 46%, com o vencimento mensal passando de R$ 17,3 mil para R$ 25,3 mil. No caso de Cairoli, a 64,22%, de R$ 11,5 mil para R$ 18,9 mil. “Quero deixar bem claro que não tenho receio de rever posições e muito menos de tomar atitudes que reconheçam essa situação. Sou uma pessoa como qualquer outra. Acho que quem mais erra é quem, às vezes, não tem humildade de eventualmente voltar atrás”, declarou. Diante dos jornalistas, Sartori também disse acreditar ter ouvido "a voz dos gaúchos" e não falou mais em demagogia.
   Destacou que a definição resultou de uma decisão pessoal dele e de Cairoli e fez questão de frisar que não interfere nos demais poderes. Na verdade, Sartori não deveria ter assinado o projeto, mas sim o vetado e deixar o “pepino” para Assembleia que tinha o poder de derrubá-lo. A partir daí ele poderia anunciar que permaneceria com o mesmo salário e devolveria a diferença. Aos olhos da opinião pública o desgaste seria todo da Assembleia e ele sairia ileso do episódio e fortalecido junto à exigente comunidade gaúcha que está farta e cansada de abusos da classe política. Se esta derrubasse o seu veto aí sim ele poderia anunciar que respeitava a decisão dos deputados, mas que iria devolver os valores a mais do seu salário embretando os parlamentares.
   Voltou atrás agora porque esse assunto virou debate e acabou colocando em contradição tudo o que falou e prometeu fazer antes mesmo de ser eleito e principalmente na primeira semana de governo quando anunciou medidas drásticas de economia, moratórias de pagamentos, cortes de diárias, de viagens, déficit público de bilhões e economia de guerra para todos, mas que com a decisão e pressão dos deputados do seu núcleo duro de governo o desgastaram fazendo ir  sua popularidade por água abaixo com essa decisão.
Mesmo quando tinha apenas 10% dos votos úteis, mas acabou recebendo mais de 60%, os eleitores, mais pelo antipetismo e rejeição de última hora depois das denúncias contra a candidata Ana Amélia (PP), favorita a receber os votos antipetistas, Sartori surfou na onda final de campanha que se espalhou pelo Rio Grande. A popularidade foi abrupta e quase instantânea no momento eleitoral, mas despencou agora na mesma intensidade com a falta de posição firme contra os desmandos que alegou dos titulares dos outros poderes gaúchos.

  Se vetasse deixaria a 
Assembleia numa saia justa 

   Mas assim como fazem todos os governantes ele não quis vetar para não entrar em rota de colisão com a Assembleia, tornando-se mais um refém dos deputados. Ao voltar atrás em relação ao seu salário, ficou pior a emenda que o soneto porque deixou a sensação de que ele estava realmente preocupado com a sua imagem e não com o corte de custos em seu governo. Além de a decisão de não receber por tempo indeterminado o aumento salarial aprovado deixá-lo à lei livre para receber a qualquer tempo que entender propício e de menos desgaste, o que não é correto. Pode, a depender somente dele, ser só discurso.
   Ele perdeu a chance de todo o Estado acreditar e apoiar a sua decisão de cortar custos. Sartori viu a reação negativa que teve esse aumento e voltou atrás. Sai arranhado deste episódio e perdeu uma grande chance de dar um exemplo e crescer ainda mais no conceito dos gaúchos. Mas o fato mais contraditório e absurdo ainda é que Sartori, ao receber R$ 17.347,16 mil, ganhará menos que um secretário estadual que passará a receber R$ 18.991,69, um deputado estadual , R$ 25.322,25, dos integrantes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de contas do Estado e  da Defensoria Pública e do Ministério Público que passarão  receber R$ 30.471,11 mensais.
   Sem esquecer que ao não vetar, para deixar bem claro sua posição de ser contrário e manter seu discurso e coerência de cortar gastos, o que deixaria a Assembleia numa saia justa, o fato de ele apenas voltar atrás depois da Assembleia aprovar, e, aí, arrependido, manter seu salário de R$ 17,3 mil, deixa como herança que seu salário acaba sendo infinitamente menor do que os dos ex-governadores do Rio Grande do Sul. Estes estão devidamente aposentados e com o aumento passarão a receber R$ 25,3 mil (alguns dizem que é além de R$ 30 mil mensais, a confirmar), rejeitados por Sartori. Ao menos não se ouviu e nem se leu que nenhum deles abriu mão deste aumento.
    É o caso dos ex-governadores Tarso Genro, Yeda Crussius, Germano Rigotto, Olívio Dutra, Antonio Britto, Alceu Collares, Pedro Simon e Jair Soares, afora as pensionistas que em todos os finais de mês passarão no caixa para receber gordos salários vitalícios como ex-governadores. Enquanto isso, Sartori, depois de devolver a diferença aos cofres públicos, receberá R$ 17,3 mil. Se o objetivo era dar o exemplo para que todos o seguissem, dentro da tese de que o momento não é propício para aumentos, mas sim para cortes de gastos, a proposta até agora não deu certo.
Na verdade, o governador não explicou como diminuirá seu salário. Pela Constituição, somente o parlamento pode alterar o salário de Sartori. Diante disso, o governador poderá adotar dois caninhos: receber o valor integral, sobre o qual incidirão o desconto do Imposto de Renda e INSS, ou fazer uma devolução correspondente à fatia do reajuste aos cofres públicos; a diferença a ser descontada seria de R$ 7.975,11.
   Também é possível um deputado aliado apresentar, na Assembleia, projeto para revogar a lei que concedeu o aumento ao governador. Neste caso, poderá haver uma complicação, pois como o salário maior já está em vigor, optar por reduzi-lo poderia infringir o princípio da irredutibilidade.
Mas em relação à Assembleia, se alguém esperava que o presidente Gilmar Sossella (PDT), o parlamentar que liderou no final do ano passado, secundado e apoiado pelo deputado Giovani Feltes do PMDB, hoje secretário da Fazenda, pelo secretario Alexandre Postal (PMDB), hoje líder do governo Sartori, Pedro Westphalen (PP) e tantos mais, o projeto dos aumentos dos deputados e suas aposentadorias vitalícias e de seus dependentes, também aproveitaria para liderar um movimento na Assembleia para os deputados voltarem atrás, se enganou. Até o momento que fechávamos esta edição, apenas dois deles estavam acompanhando decisão de Sartori. Eram Tiago Simon (PMDB), filho do ex-senador Pedro Simon (PMDB), e Marcel van Hatten (PP), suplente que assumirá pela ascensão do deputado Westphalen (PP). Estes decidiram permanecer com o subsídio de R$ 20.042, 34 e desistiram do salário de R$ 25.322,25.
   Segundo a lei, os deputados que abriram mão do reajuste salarial não poderão receber menos do que seus colegas no contracheque. A opção dos deputados será fazer guias de recolhimento à Secretaria da Fazenda para devolver aos cofres públicos, os valores que desejarem. Exemplo tivemos no distante 1990 em Caxias, com o aumento dos vereadores da legislatura 89/92, dos famosos 99% que só o vereador Pepe Vargas (PT), hoje deputado federal eleito e ministro chefe da área institucional do governo Dilma, votou contra.
    Já o líder do PT na bancada Luiz Fernando Mainardi, afirmou que o governador Sartori “reconheceu o erro”. Mas há uma contradição nisso tudo, pois os petistas votaram favoráveis aos aumentos salariais em sessão da assembleia no final do ano passado, incluindo o reajuste do governador e depois passaram a criticar a decisão de Sartori de referendar a proposta.







Leia Mais ...

Imagem Semana 1051

0 comentários

                                                                                                                             Foto Simone Turchetto
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Luiza Morelli, localizada na Vila Maestra, desenvolve, durante o período de férias escolares, o projeto de alfabetização através do jogo de amarelinha. A atividade é voltada aos alunos da educação infantil e do 1º ao 3º ano e conta com 17 crianças. Para pôr em prática as ações, os professores realizaram a revitalização do pátio da escola e a pintura das amarelinhas, que contam com letras do alfabeto e numerais. O objetivo é proporcionar situações de aprendizagem, que possibilitem o desenvolvimento de habilidades, linguagem oral e escrita, raciocínio lógico, movimento, equilíbrio, cooperação. As atividades ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min.  



Leia Mais ...

Números de acidentes de trabalho diminuíram em 2014 em Caxias do Sul

0 comentários
Ocorreram cinco acidentes fatais de trabalho em Caxias do Sul em 2014.

    O ano de 2014 é avaliado pelo Gerente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Vanius Corte, como um ano conturbado, com problemas diferentes enfrentados, como o caso de denúncia de trabalho infantil, onde em apenas uma indústria metalúrgica da cidade trabalhavam 13 crianças e adolescente de forma irregular.
   No ano todo, em toda região atendida pelo MTE, 47 empresas mantendo crianças e adolescentes em situação de trabalho irregular, atingindo mais de 100 crianças e adolescentes, foram identificadas.
   Outro episódio foi o de demissões em empresas grandes sem o pagamento das rescisões. Contudo Corte ressalta que foi realizado um trabalho forte nas CIPAs (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) com o objetivo de diminuir doenças profissionais e acidentes de trabalho. Houve a redução do número de acidentes de trabalho em Caxias do Sul em 2014, sendo 30% menor comparado ao ano de 2013.
Neste ano passado, houve a chegada de mais imigrantes à cidade. Foram confeccionados em torno de 40.000 carteiras de trabalho pelo MTE em 2014 em Caxias e na região, destas, 3.000 para estrangeiros, sendo as principais nacionalidades do Haiti e de Senegal.
   Ocorreram cinco acidentes fatais em Caxias do Sul, que, segundo o Ministério, em todos os casos houve fiscalização, com embargos e interdições e envio de representações para policia civil e ministério publico do trabalho.
   No ano que passou foram muitas as obras embargadas na cidade. Inclusive no começo do ano as arquibancadas móveis do desfile da Festa da Uva na Rua Sinimbu foram interditadas.  Após a solução do caso o seu uso acabou sendo liberado. No total foram cento e treze obras embargadas na cidade.
   Também houve denúncias depois da legalização trabalhista das domésticas, foram 284 denúncias em 2014 em Caxias.

Número de servidores 
é insuficiente

   A estrutura atual do prédio do Ministério, situada na Rua Bento Gonçalves, 2621, no bairro São Pelegrino, atende a todas as necessidades e é elogiada pelo Gerente do MTE, contudo o problema é a falta de servidores, já que o Ministério atende Caxias do Sul e mais 42 Municípios.
   Segundo Vanius, não há servidores suficientes para atender Caxias e região, o número seria suficiente para atender a cidade, mas não toda região. Atualmente são 20 auditores e mais cinco servidores. São necessários mais auditores e servidores administrativos. Com isso cabe ao MTE fazer ações mais dirigidas onde estão os problemas principais.

                                                                                                                             Foto Diego Pereira
Vanius: “A falta de servidores obriga o Ministério do Trabalho e Emprego 
a fazer ações mais dirigidas” 




Leia Mais ...

Omissão no presente, custo para o futuro

0 comentários
Omissão no presente, custo para o futuro 

Vinicius de Tomasi Ribeiro - Arquiteto Urbanista 

   Parte da revolução que as cidades precisam fazer está na área estratégica. Planejar a cidade e a região é uma cultura distante da necessidade e um valor intangível do gestor e da população. O cidadão não enxerga e nem toca “o planejar”; este não faz parte da necessidade básica de sobrevivência individual.
    A cidade ou uma metrópole já é diferente, pois planejar e estabelecer diretrizes de gestão fazem parte da necessidade básica de sobrevivência do bem coletivo. O cidadão e a cidade pedem ações distintas, são causas diferentes com resultados discriminados. Bom para um, ruim para muitos. Fácil para o presente, difícil para o futuro.
   O desafio em acelerar este assunto está na publicação no DOU (Diário Oficial da União) nesta semana, da Lei n◦ 13.089 que instituiu o Estatuto da Metrópole e que alterou artigos da Lei do Estatuto da Cidade. A lei reforçou a tese anunciada no estado do Rio Grande do Sul, através da lei 14.293/2013, que criou a Região Metropolitana da Serra Gaúcha (RMSG), a qual afirmava a necessidade de se estabelecer critérios para formação de novas regiões e, ao mesmo tempo, condicionar que os municípios que fazem parte de um conglomerado urbano possam entender que precisam melhorar seus relacionamentos e acelerar projetos de interesse comum.
    Além de conceitos, a lei reconhece somente as Regiões Metropolitanas  aprovadas até o presente momento, ou seja, no Brasil, 37, além de três Regiões Integradas de Desenvolvimento (Rides) institucionalizadas. No RS são duas: Região Metropolitana de Porto Alegre e Região Metropolitana da Serra Gaúcha.
   O Estatuto prevê critérios que já anunciávamos como: integração de unidade territorial urbana, estabelecimento de funções públicas de interesse comum, governança interfederativa com alocação de recursos e prestação de contas e meio de controle social com participação da população, inclusive do Ministério Público.
    A lei avança na exigência de criação de uma estrutura administrativa executiva, colegiada, deliberativa e uma técnica, visando um processo técnico, permanente e ágil. A união afirma através da lei que é obrigada a apoiar, mas não diz como. Veta o capítulo que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Integrado e condiciona aos municípios e ao Estado a criação dos mesmos. Obriga a elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado envolvendo inúmeros critérios, num prazo de três anos, incorrendo em crime de improbidade administrativa aos gestores - prefeitos e governadores -  que não elaborarem e aprovarem o mesmo.
   Na prática a lei quer diminuir o retrabalho da prestação de serviços nos municípios que integram uma RM. A rede de transportes precisa integrar mais, ser priorizada; o abastecimento de água e de energia ser mais eficientes, as escolas e os postos de saúde mais regionalizados e descentralizados, reservar áreas públicas para receber no futuro equipamentos e obras públicas necessárias, e que haja muita força de vontade do gestor em compartilhar seu território político administrativo com outros gestores, pois a omissão do planejamento regional terá um custo muito alto para as futuras gerações.



Leia Mais ...

1ª reunião da comissão especial da Maesa ocorre dia 28 de janeiro

0 comentários
Após a preocupação dos caxienses com a ocupação do prédio da Metalúrgica Abramo Eberle S/A (Maesa) e o debate sobre o asfaltamento da Rua Plácido de Castro, o Prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) pediu que a comissão especial para análise de uso do prédio da Maesa se reúna o quanto antes para iniciar as atividades.

   Com isso, a primeira reunião vai ocorrer dia 28 de janeiro, às 15h30min, no Salão Nobre do Centro Administrativo. “Vai ser o início de um grande debate para a preservação da Maesa”, salientou o Prefeito.
   A finalidade da comissão é definir o melhor uso público do espaço da Maesa, que foi doado ao Município pelo Estado em dezembro. O tema promete ser muito polêmico, pois há muitas divergências de diversos setores ligados a entidades que sugerem uma série de obras no local.
A Comissão Especial foi criada em dezembro do ano passado, para debater o uso do prédio da antiga Metalúrgica Abramo Eberle S/A (Maesa). A presidente da Comissão, a secretária Municipal da Cultura, Rúbia Frizzo, explica que a reunião vai ser momento de apresentação entre os integrantes e de expor sugestões sobre o andamento dos trabalhos do grupo.
   Conforme Rúbia, em princípio, a Comissão vai realizar uma reunião por mês. A reunião foi determinada pelo prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), após preocupação da comunidade caxiense com a ocupação do prédio da Maesa e asfaltamento da Rua Plácido de Castro.
  A Comissão, que conta com representantes de diferentes entidades, é composta por 12 pessoas.
                                                                                                 
A comissão tem a seguinte composição:

- Dois representantes da Câmara Municipal de Caxias do Sul
- Um representante da Secretaria Municipal da Cultura
- Um representante da Secretaria Municipal do Planejamento
- Um representante da Procuradoria-Geral do Município
- Um representante do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE)
- Um representante da Universidade de Caxias do Sul (UCS)
- Um representante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC)
- Um representante da Associação de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Químicos e Geólogos de Caxias do Sul (SEAAQ)
- Um representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU)
- Um representante da União das Associações de Bairros (UAB)
- Um representante da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG)

                                                                                                                                  Foto Diego Pereira
Expectativa para  saber como será utilizado o espaço da antiga Maesa

Leia Mais ...

Praça da Bandeira não apresenta vestígios indígenas e licitação pode sair em março

0 comentários
A revitalização da Praça da Bandeira estaria praticamente liberada. 

   O laudo geológico requisitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não apresentou provas de que indígenas teriam habitado a região da Praça no passado.
   Conforme o secretário Municipal de Planejamento em exercício, Tarciso Viero, o Iphan ainda exige um laudo arqueológico, a ser contratado pela Prefeitura, para permitir a intervenção na área. Tarciso espera que todo o processo junto ao órgão federal esteja concluído ainda em fevereiro.
   O projeto de revitalização da Praça da Bandeira está em fase de conclusão. O local vai receber nova pavimentação, bancos, iluminação, jardins e bicicletário, entre outras melhorias.

Em Caxias estão registrados 
   56 sítios arqueológicos 

   De acordo com Eduardo Hahn, Superintendente Regional do IPHAN, o Ministério da Cultura é responsável pela fiscalização e não pela elaboração e execução dos estudos. Segundo ele, o estudo começou depois que o IPHAN ficou sabendo da possível existência de fragmentos arqueológicos na Praça da Bandeira a partir de manifestação do Ministério Público Federal em 17 de Janeiro de 2014.
“O Patrimônio Arqueológico é protegido pela Lei Federal n°. 3924 de 1961, sendo obrigatória a realização de estudos de forma a resguardar e proteger eventuais bens de cultura material existentes neste local. Logo, o órgão ou a empresa responsável pela obra devem contratar este estudo e encaminhar para nossa avaliação”, afirma Eduardo.
   Sobre as técnicas que serão utilizadas, ele disse que o profissional contratado pelo município propôs os métodos de campo mais adequado para aquele local.
    Estes estudos dependem da avaliação dos órgãos responsáveis pelo patrimônio cultural municipal, estadual (IPHAE) e federal (IPHAN), caso haja bens tombados e/ou registrados os diferentes entes da federação deverão ser consultados. Existem informações de profissionais da arqueologia sobre a presença de sítios arqueológicos históricos e pré-históricos no local e na região.
   Em Caxias estão registrados 56 sítios arqueológicos, o que o coloca como um dos municípios com maior potencial arqueológico no estado. Também o coloca como um dos focos de maior atuação de pesquisadores e instituições de pesquisa em Arqueologia no Estado, ressalta. No caso específico da Praça da Bandeira, a Câmara dos Vereadores comunicou recentemente que existem registros de alteração no solo da área em período recente.
   No entanto, até este momento, apesar da solicitação já ter sido feita por este Instituto, não foi encaminhado, nem protocolado nesta Superintendência nenhum estudo técnico (executado por profissional técnico) que comprove cabalmente esta interferência no local da Praça. Ele informa que o Instituto segue a legislação federal de proteção ao patrimônio existente, neste caso específico, desde 1961.

“Não é nossa a intenção 
impedir o empreendimento”

   “Neste sentido, não é de nossa intenção impedir a execução do empreendimento, mas sim assegurar que, quando de sua execução, não sejam perdidas informações importantes sobre a história do Estado e do Brasil,” afirma Eduardo Hahn.
   Na intenção de divulgar e até incentivar proprietários que possuam  residências ou áreas históricas, à preservar seus bens de maneira que mantenham intactas as características originais, foi perguntado a Hahn se existe um lei de incentivo e benefícios.
   “A responsabilidade de manutenção de uma edificação tombada é do proprietário. O reconhecimento do Estado através do tombamento da edificação à sua importância pode abrir possibilidades de recuperação, como, por exemplo, através da utilização de Leis de Incentivo à Cultura, isenção de IPTU pelo Município ou até, se o proprietário comprovar a impossibilidade financeira para a restauração do bem, obter-se da restauração completa com recursos do IPHAN”, afirmou.
   Ele revela: “em Antônio Prado já restauramos em torno de 20 casas com recursos do nosso orçamento. Contamos com a participação de pessoas que tenham ou saibam de algo ou algum local que possa ter registros históricos significativos,  para que possamos agir com presteza na defesa do patrimônio arqueológico nacional”.

                                                                                                                                   Foto Diego Pereira
Praça da Bandeira poderá receber uma série de melhorias após licitação

Leia Mais ...

sábado, 27 de dezembro de 2014

Venha celebrar a chegada de 2015!

0 comentários
Caxias do Sul terá festa da virada para comemorar a chegada do ano novo. 


                                                                                                                                                       Divulgação
 1° Réveillon de Caxias do Sul será nas imediações do Monumento Jesus Terceiro Milênio

 
   Na noite do dia 31 de dezembro acontece a festa do 1° Réveillon de Caxias do Sul nas imediações do Monumento Jesus Terceiro Milênio, no Parque da Festa da Uva.
   O evento está sendo organizado pela Prefeitura de Caxias do Sul e vai contar com o apoio do SAMAE, Festa da Uva, CODECA, além dos parceiros PATRAM, Brigada Militar, 5º Comando Regional dos Bombeiros e Visate.
   A entrada é franca e o estacionamento é gratuito. Ônibus da Visate vão sair da Rua Visconde de Pelotas, em frente ao Colégio Presidente Vargas, rumo ao Parque da Festa da Uva.
A programação da intitulada Festa da Família inicia às 21h com várias atrações musicais que vão desde a música clássica, passando pelo sertanejo, gaúcho, samba, pagode e pop. O reggae da banda Chimarruts é a atração principal da noite e o grupo entra no palco logo depois do show de fogos, que terá duração de 11 minutos. O encerramento será às 2h com a escola de samba campeã do carnaval de Caxias em 2014.
   Também haverá bancas comercializando comidas e bebidas, com espumante a preço de custo. São esperadas 15 mil pessoas. O custo da festa será pago pela Prefeitura e patrocinadores.
São muitas as pessoas que ficam em Caxias na virada do ano. Por não ter condições financeiras de viajar ou por receber seus parentes de fora da cidade, acabam ficando muitas vezes sem opção para comemorar a chegada do novo ano.
   Devido a isso, segundo o coordenador do evento, o chefe de gabinete do Prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), Edson Nespolo (PDT), surgiu a ideia da Administração de organizar o evento. “Pela grandeza e tamanho de Caxias já era hora de fazer, pois era um vazio que ficava na virada de ano na cidade.”, explica.
  Mais de trinta pessoas estão envolvidas trabalhando na preparação do réveillon, com diversas secretarias da Administração Municipal participando.
O serviço de distribuição de água na noite da festa será feito pelo Samae e a Codeca irá realizar limpeza. Haverá também distribuição gratuita de lentilha.

Data definitiva no
calendário de Caxias

   No dia 31 em torno de duzentas pessoas estarão trabalhando no apoio do evento. Sendo 80 destas na área da segurança, entre Brigada Militar e segurança privada.
   A festividade não será restringida apenas para esse ano. Nespolo afirma que se pretende deixar a data definitiva no calendário de Caxias. Em caso de chuva a festa será transferida para o pavilhão 2.
Engana-se quem pensa que os idealizadores, a Prefeitura, não irão participar da Festa de ano novo. O Prefeito, assim como Nespolo, estará presente na noite do dia 31 nos pavilhões da Festa da Uva. “Estaremos todos lá com imensa alegria”, afirma o chefe de gabinete.
   Finalizando, o coordenador do primeiro Réveillon de Caxias convida toda a comunidade e as pessoas que visitarem a cidade a prestigiarem os shows e as atrações. Além de terem o privilégio de visualizar de uma das partes mais altas e bonitas de Caxias do Sul o show de fogos de toda cidade. “São muitas as atrações e fica o convite para todos estarem conosco brindando e confraternizando a chegada de 2015”, antecipa Nespolo.

Confira a programação 

20h45min - Abertura oficial
21h - Quinteto de Metais da Orquestra Municipal de Sopros e Grupo de Câmara do Coro Municipal de Caxias do Sul
21h40min - Duo de Viola e Acordeon com Valdir Verona e Rafael De Boni
22h20min - Espedito Abrahão e Os Campeiros
23h - Seresteiros do Luar
23h30min - Show “deixa o sol brilhar”, com Tita Sachet, Rafa Gubert, Fran Duarte e Lázaro Nascimento
23h59min - Contagem regressiva
00h - Show de fogos de artifício
00h15min - Mateus & Fabiano
1h - Chimarruts
2h - Encerramento com a Bateria Puro Swing - Mancha Verde



Leia Mais ...

Cientista político projeta queda da influência do PT no governo Dilma

0 comentários
O cientista político João Inácio Lucas fez uma análise de 2015 para a Gazeta de Caxias sobre as projeções do segundo governo de Dilma Rousseff (PT), do novo governo de José Ivo Sartori (PMDB) e  como será o ano do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) na véspera da eleição municipal de 2016.

   Para João Inácio, Dilma começa 2015 enfrentando dificuldades na área econômica que provocarão muitas discussões. “Ao escolher os principais nomes para esta área, a presidente sinalizou o conservadorismo que seu governo pretende adotar na economia. Para João Inácio, Dilma terá que forçosamente fazer muitos ajustes impopulares que causarão desgastes, além de enfrentar o escândalo da Petrobras. No ponto de vista político há um grande desapontamento”.
   O cientista projeta que a tendência “será diminuir a influência do PT e aumentar a de outros aliados, como algumas figuras-chave, entre eles Michel Temer e Gilberto Kassab ou mesmo os irmãos Gomes, notadamente o Cid Gomes, que poderão ser os negociadores mais importantes. A liderança que o PT conquistou deve ficar mais fragilizada, com Dilma se aproximando a parir daí das bancadas ruralistas e evangélicas”.
   João Inácio lembra que muitos militantes do PT especialmente seus setores mais à esquerda tinham certeza que iria ganhar um maior espaço no segundo governo, mas a crise, as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, dão uma tendência que o governo Dilma deverá se aliar cada vez mais com os setores de direita fazendo uma espécie de reestruturação.

“Sartori terá um governo
   de ampla coalizão”

   Em relação ao primeiro governo de José Ivo Sartori (PMDB), a partir de 1º de Janeiro, João Inácio diz que ele deverá marcar no seu início “por ser um governo de ampla coalizão de partidos, muito semelhante com o que aconteceu em Caxias quando ele foi prefeito, entre eles com partidos que não fizeram parte da base aliada na campanha eleitoral, com destaque para o PDT”.
   O cientista político projeta que Sartori deverá ter dificuldades financeiras que por sinal já eram antecipadas ainda em 2014. “O Estado enfrenta muitas dificuldades, dá para dizer que ele está sucateado, mas o novo governo terá condições de renegociar a dívida, e em médio prazo ter recursos para investir. O fato de ele ter uma ampla maioria na Assembleia também poderá contribuir para Sartori provar os projetos e buscar soluções”.
   Outra medida que Sartori deverá adotar, segundo João Inácio, pois ele está antecipando esta decisão, será cortar algumas secretarias que podem significar algumas soluções para melhorar o caixa do governo. “E Isso não será privilégio apenas do governo Sartori, pois os governantes da Bahia e do Paraná que não são do partido de Sartori também estão anunciando fortes cortes para 2015, incluindo, aí, a extinção de muitas secretarias. Esta deverá ser uma tendência em quase todos os governos estaduais do país que  irão assumir estados em péssima situação financeira”.
   Para João Inácio, “a diferença entre Dilma e Sartori, é que ela assume pela segunda vez vindo de uma eleição acirrada e no meio de uma crise política e econômica. Já Sartori é uma novidade; ele assume pela primeira vez depois de uma grande votação ao se eleger, assume sem desgastes, embora tenha como fato desfavorável a falta de recursos nos cofres do Estado”.


“Alceu terá dificuldades 
  para manter alianças”

   Quanto ao terceiro ano do governo municipal de Alceu Barbosa Velho (PDT), no ano que antecede as eleições municipais de 2016, João Inácio diz que será um ano importante para Alceu que em 2014 já teve certos desgastes. “Com dois anos de governo, com tantos partidos a apoiá-lo, é evidente que os desgastes acabam vindo. A tendência para 2015 é que possam se verificar alguns rompimentos. Vai ser difícil manter a base ainda que no âmbito estadual e federal embora em âmbito federal e nacional elas estejam consolidadas. Este vai ser o grande desafio do prefeito no ano que vem”.
    João Inácio ressalta que embora ainda faltem dois anos para as eleições municipais, as articulações devem iniciar ainda em 2015 e elas começam pelo fato de que o PMDB no Estado voltou a ser protagonista e possivelmente queira ter candidatura própria à prefeitura rompendo uma aliança com o PDT, que começou ainda em 2004.
   “Ao ser chamado para assumir a Câmara Federal, Mauro Pereira, cuja pretensão de concorrer à prefeitura de Caxias é antiga, é um “nome a mil” e ele pode ser um candidato forte. No mínimo, vai provocar muitos debates internos no PMDB caxiense e causar divergências, mas há setores influentes no partido que começaram a defender candidatura própria depois das eleições deste ano”, observa o cientista político.
   Em relação ao PT, João Inácio admitiu que nomes como Pepe Vargas e Maços Daneluz despontam, a dois anos da eleição, como indicações fortes.   “Mas o PT, em Caxias, tem problemas muito sérios, especialmente por causa do seu histórico isolamento e de suas diferenças. Setores mais à esquerda do partido fazem um discurso de rompimentos, tanto que perdeu aliados históricos como o PSB e afastou-se do PDT”.
   Para João Inácio, “O PT, através de seus setores mais à esquerda, tem sérias dificuldades de ser purista, é quase um eterno dilema de querer ser diferente na teoria, mas que não tem funcionado na prática. Em nível de Caxias isto não tem dado certo, vai ter que se modificar e buscar novas alianças”.


Leia Mais ...

Antes do fim do ano números mostram redução de homicídios em Caxias

0 comentários
Dados estão em comparação ao ano de 2013. Espera-se que o fim do ano 
chegue e a redução seja confirmada. 

   Até o dia 16 de dezembro deste ano as estatísticas mostram uma redução nos números de vítimas de homicídios em Caxias do Sul, até então foram 96 vítimas de homicídios na cidade.
Em todo o ano passado foram contabilizadas 115 vítimas. Os dados são referentes a homicídios dolosos, latrocínios e confrontos com a polícia.
   Em Caxias foram 88 vítimas de homicídios dolosos, quatro em confronto com a polícia, três por latrocínio e um roubo seguido de morte, quando a vítima em legítima defesa reagiu e matou o assaltante. Todos os casos de latrocínios que ocorreram esse ano foram esclarecidos. Em torno de 65% a 70% dos homicídios dolosos também foram elucidados.
   Pelo que mostram os números, esse ano deve haver uma redução desses delitos. Para o Delegado Regional da Polícia Civil, Paulo Roberto Rosa da Silva, o trabalho que está sendo realizado pela Polícia e a sensação de não impunidade, com o grande número de esclarecimentos são alguns dos motivos da redução. O Delegado também cita a criação da Delegacia de Homicídios em junho de 2012, que vem concentrando as investigações. Dos 95 homicídios até então, foram 38 prisões cumpridas.
   Em 2014 até o dia 30 de novembro foram registrados 622 roubos a veículos em Caxias do Sul. Os números são quase idênticos ao ano passado que no mesmo período registrou 627. Já nos furtos a veículos houve um aumento. Foram 1.509 até novembro desse ano e 1.337 em período equivalente no ano passado. O Delegado explica que a frota de veículos aumentou, elevando automaticamente o percentual.
   Os casos de furto ao comércio tiveram redução. Foram 369 em 2013 e 305 este ano. Já as ocorrências de roubos aumentaram de 383 para 400.
  Os roubos a residências na cidade tiveram um aumento de nove ocorrências. De 73 no ano anterior para 82 no ano atual. Pequena elevação também registrada em furto e arrombamento a residências, 586 para 595.
   Os números de sequestros relâmpagos também se mantêm quase similares. Foram 11 em 2013 e 13 em 2014. Houve ainda redução ao roubo ao pedestre. De 1.229 ocorrências em 2013 passando para 1.180 nesse ano. O roubo ao transporte coletivo foi um dos que mais apresentou redução. De 123 em 2013 foi para 76 em 2014.
   Todos os dados comparados são referentes aos meses de janeiro a novembro de ambos os anos. Não foi possível a comparação dos 12 meses, pois os dados de dezembro deste ano ainda não foram levantados.
   Em entrevista à Gazeta em junho desse ano o Delegado relatou que muitos dos homicídios em Caxias estariam ligados diretamente às drogas e que a maioria dos autores dos homicídios e as vítimas têm envolvimento com o mundo do crime. “Situação que se mantém exatamente a mesma”, reafirma o delegado regional.
Tanto as vítimas quanto os autores de homicídios, muitos já passaram pelo sistema prisional. Algo que já não acontece no latrocínio, quando a vítima normalmente não tem nenhuma vinculação com a criminalidade.
   Depois de Porto Alegre, Caxias do Sul, o segundo maior município do Rio Grande do Sul em população, é a cidade que tem o maior índice de criminalidade do Estado em números absolutos.
Porém não nas estatísticas de homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes, na qual Caxias não configura nas primeiras posições do ranking estadual. Se por um lado o Estado apresentou um aumento de homicídios, na cidade houve uma redução até então.

Ampliação do efetivo, mas 
ainda não o suficiente

   No dia 17 de dezembro a 8° Região Policial recebeu 30 agentes, entre escrivães e inspetores, que começaram a trabalhar no mesmo dia. Destes 12 foram lotados em Caxias do Sul, nas diversas delegacias da cidade. Enquanto 10 foram para Bento Gonçalves, cinco para Farroupilha, um para São Marcos e dois para Antônio Prado.
   Houve ampliação do efetivo, mas ele ainda não é o suficiente, pois a carência continua em razão da defasagem. O acréscimo de efetivo não foi proporcional ao aumento da população e da criminalidade e também há grandes números de aposentadorias. Problema não apenas em nível de Caxias, mas sim de todo o Estado.
   Uma nova turma de cerca de 600 agentes em vaga de espera estão aguardando autorização para começar o curso que tem duração de quatro meses.
   Na área de estrutura, o novo prédio que abrigará a Delegacia de Pronto Atendimento, Delegacia de Homicídios e o 2º Distrito Policial no bairro Jardim América em Caxias ainda não foi entregue. A obra estava prevista para ser finalizada até o final desse ano.
  Com 80% do prédio concluído ele deve ficar pronto até o 1° semestre de 2015. O Delegado Regional destaca que com o novo prédio haverá melhora no atendimento devido ao espaço físico em um ambiente melhor adaptado para atender à demanda e a população de Caxias, principalmente no plantão que é a porta de entrada das ocorrências da polícia civil.
   O trabalho da Polícia Civil neste ano é avaliado de forma positiva em todo o Estado pelo Delegado Paulo Rosa. “Em Caxias e região semanalmente há grandes investigações e operações relacionados aos mais diversos delitos”, afirma.

                                                                                                                            Foto Diego Pereira
 Delegado Regional da Polícia Civil divulga
 dados sobre as ocorrências de 2014 em Caxias



Leia Mais ...

Imagem Semana 1050

0 comentários

                                                                                                   Foto Mari de Souza, divulgação
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA), com o intuito de enfeitar e trazer mais cor à cidade, fechou o mês de novembro com o plantio de mais de 31 mil mudas de flores nos canteiros da cidade. Na primeira semana de dezembro, foram plantadas outras 21 mil mudas. O projeto “Caxias Florida” enfeita vários locais da cidade. São 132 mil mudas plantadas nesses locais. As flores que decoram Caxias são das espécies sálvia azul, ajuga, lantana, zinha, celosia cristata, flor de mel, begônias híbridas, entre outras.



Leia Mais ...

Web Designer Caxias

Facebook