quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Serviço privado resolve caso de insegurança no Bairro São Pelegrino

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Nenhum assalto foi registrado na região após o início do monitoramento particular

                                                                                                                                                                                                    Rafael Zanol

            No mês de novembro de 2015, lojistas de uma quadra da Avenida Júlio de Castilhos, no Bairro São Pelegrino, em Caxias do Sul, protestaram pedindo por mais segurança na região. Isso, pois, segundo eles, não havia mais viaturas transitando pela rua, o que facilitava muito o trabalho dos assaltantes.
            Um mês depois, segundo Saulo Ceolin, gerente da Grifedog, loja de acessórios para cachorros e organizador do protesto, o número de assaltos diminuiu, porém, ainda estava acontecendo uma média de um a cada dois dias. Nesse período, policiais haviam passado a circular pelo trecho da Avenida praticamente todos os dias, o que forçou essa diminuição nos números.
            Porém, ainda estavam acontecendo muitos assaltos, e Ceolin temia que aumentassem com a chegada das festas de final de ano, já que o movimento nas ruas passaria a ser muito maior. Por isso, o gerente conta que um serviço de segurança particular foi contatado. “Queríamos mais tranquilidade nesse período”, conta.
            Na segunda metade do mês de dezembro não aconteceu nenhum assalto ou furto na região, pois a Meta Segurança ofereceu o restante do mês gratuitamente, para que os lojistas conhecessem o serviço que estavam adquirindo. Ceolin conta que os seguranças da empresa permaneceram no local das 9 às 19 horas todos os dias, mesmo em período de experimentação. Agora, no mês de janeiro, a quadra está novamente desassistida, pois o tempo de teste do serviço acabou.
            Para que haja novamente o acerto com a empresa de segurança, para que continue monitorando a quadra, uma reunião será realizada esta semana com representantes de todas as lojas. Nela serão passados os valores e, se todos concordarem, o serviço voltará à quadra. Porém, Ceolin diz que poderá haver discordâncias em relação a isso por parte de outros comerciantes. “Não houve até agora, pois era de graça”, conta.

Também por consequência da supervisão feita pela Meta Segurança, o gerente diz ter desistido da realização de um novo protesto, o qual ele estava planejando no mês de dezembro. “Não foi mais necessário fazer o protesto”, diz. Como a segurança particular atendeu às exigências dos comerciantes, Ceolin diz que o caso de insegurança da região está resolvido. Ele também se diz satisfeito com o trabalho dos policiais, que aumentaram muito o número de rondas nas últimas semanas.
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Procura pelo recadastramento biométrico cresce em Caxias do Sul

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Apesar do aumento, não é esperado que todos os eleitores passem pelo processo

                                                                                                                                                                                           Fotos Rafael Zanol

            Nos últimos meses, o número de pessoas em busca pelo recadastramento biométrico aumentou. Faltando menos de dois meses para ser encerrado o prazo para que o processo de registro das digitais seja realizado, a população de Caxias do Sul começou a comparecer em peso ao Cartório Eleitoral da cidade para regulamentar o seu voto para as próximas eleições.
            A cidade possui cerca de 330 mil eleitores e, até o momento, 110 mil destes realizaram o recadastramento. Com isso, Marcelo Reginatto, chefe de cartório da 16ª Zona Eleitoral, acredita que não serão todos os habitantes de Caxias que conseguirão realizar o cadastro. Para ele, é certo que não serão atingidos os 100% esperados. “Sempre tem uma margem de 20% que não aparece”, conta. Esses, que não forem ao Cartório Eleitoral, terão os seus títulos eleitorais cancelados, o que fará com que a pessoa não possa votar em eleições futuras, tirar passaporte, se inscrever em concursos, realizar empréstimos em bancos estatais, e possa ter problemas em outros serviços que solicitem o CPF.
            Para que o menor número de pessoas possível passe por esses problemas, o Cartório Eleitoral aumentará seus horários e o número de atendentes. Reginatto informa que nesta semana o atendimento será feito das 9 às 18 horas, de segunda a sexta-feira, e abrirá num sábado do mês, das 12 às 17 horas. O que também prejudicou bastante no atendimento, neste final de 2015 e início de 2016, foi a diminuição de atendentes, devido a férias e recessos, fazendo com que a quantidade de pessoas atendidas por dia caísse de 1.200 para cerca de 850. Nesta semana, o chefe de cartório pretende já contar com a volta de seus estagiários, o que faria com que passassem dos 1.000 atendidos novamente.
            Mas, apesar de estarem atendendo também em alguns sábados, Reginatto conta que as pessoas preferem ir durante a semana: “Fim de semana ninguém vem, segunda lota”. Para o chefe de cartório, as pessoas são atraídas pela fila, já que o sábado é o dia em que menos pessoas são atendidas, e, durante a semana, a fila é enorme do início do dia até o final do expediente. “Se não tem fila, ninguém vem”, complementa.
            Para ele, o problema destas grandes filas é que, muitas vezes, a pessoa fica esperando por horas para chegar à porta com documentos errados ou inválidos, ou até sem os documentos, assim não podendo realizar o recadastramento. Na maioria desses casos, a conta levada, que serve como comprovante de residência, tem emissão mais antiga que três meses, o que não é permitido. “Lidar com as pessoas que não possuem os documentos certos é a nossa maior dificuldade”, conta Reginatto. Isso, pois, muitos chegam à fila horas antes do atendimento ser iniciado, para, no momento de entrada, não poderem ser recebidos, o que acaba causando tumultos em alguns casos.
            Por esse motivo, o chefe de cartório recomenda que as pessoas não cheguem muito cedo ao local, pois acabarão esperando ainda mais tempo para serem atendidas. Ele conta que, na última segunda-feira (11), às 6 horas já havia pessoas na fila. “Esses demoraram mais tempo para serem atendidos que os que chegaram de tarde”, conta. Apesar de ser mais rápido, ele diz que a espera ainda é de cerca de uma hora e meia, o que é comprovado pelo depoimento de pessoas que estavam na fila.
            Chegar à tarde pode deixar o seu atendimento mais rápido, mas Reginatto diz que é bom as pessoas chegarem até às 15 horas na fila, para que dê tempo de entrarem até 17 horas, quando as portas são fechadas. A partir desse horário o atendimento continua dentro do local até às 18 horas, ou mais em alguns dias.


Agendamento

            Uma opção para quem não quer esperar horas na fila é fazer o agendamento do recadastramento biométrico por meio do site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Nele, a pessoa seleciona a data e o horário desejado para o atendimento, e assim garante a atualização de seu título de eleitor. Mas o horário deve ser marcado com bastante tempo de antecedência, a exemplo do que aconteceu no mês de janeiro, em que todas as vagas foram ocupadas nos primeiros dias de abertura de agendamento.

            Reginatto conta que a grande dificuldade que estão tendo com estes casos é que muitas pessoas marcam e não comparecem ao local no horário correto. “Estes acabam tirando a vaga de outras pessoas”, diz. Por isso, ele pede que, no próximo mês, as pessoas agendem o cadastro somente para dias que tenham certeza que poderão comparecer ao Cartório Eleitoral. Como uma forma de deixar mais fácil o planejamento para a pessoa que está marcando o cadastro, o agendamento para o mês de fevereiro será iniciado somente no dia 20 de janeiro.
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CineMaterna promove sessões de cinema para mães de recém-nascidos

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Empresa busca reintegrar socialmente as mães após o parto

                                                                                                                                                                       Fotos CineMaterna divulgação
CineMaterna busca o resgate social da mãe de um 
bebê recém-nascido por meio da cultura

            O CineMaterna é uma empresa social, sem fins lucrativos, que busca o resgate social da mãe de um bebê recém-nascido por meio da cultura. A empresa promove sessões de cinema por todo o país, para que as mães possam fortalecer a sua relação com os filhos e também trocar opiniões com outras mães que estão passando pela mesma situação. Irene Nagashima, co-fundadora do projeto, conta que essa é uma oportunidade para que a mãe volte à vida cultural e possa construir uma nova vida saudável, de lazer e integração, na companhia de seu bebê e de seu acompanhante. “A ideia não é somente ir assistir um filme no cinema, mas sim sair da rotina”, diz.
            As sessões promovidas pelo CineMaterna são diferenciadas, pois adaptam a sala de cinema para o maior conforto das crianças. Nelas, o ar condicionado é regulado com temperaturas mais agradáveis, o volume do filme é reduzido e o ambiente é levemente iluminado. No chão da sala são colocados tapetes de atividades emborrachados para os bebês engatinharem sem se machucarem, e ainda são disponibilizados trocadores de fraldas e uma espécie de estacionamento para os carrinhos dos bebês. Tudo isso é oferecido gratuitamente para as mães e filhos, e somente é cobrado o ingresso dos adultos, com o valor normal do cinema. Apesar disso, os filmes reproduzidos são de temáticas adultas, escolhidos pelas próprias mães por votação.

São disponibilizados trocadores de fraldas e uma espécie 
de estacionamento para os carrinhos dos bebês

            Essa ideia inicial da associação surgiu em 2008, na cidade de São Paulo, quando foi colocada em prática pela primeira vez. Em Caxias do Sul, o projeto chegou quatro anos depois, e, desde então utiliza salas do GNC Cinemas, do Shopping Iguatemi Caxias, para a realização das atividades. Nele, são promovidas estas sessões especiais uma vez por mês, sempre acontecendo no horário das 14 horas, o que, para Taís Viana, co-fundadora da empresa, é benefício para o shopping acolhedor, já que está aumentando o seu público num horário em que normalmente não é registrada uma grande movimentação, e, por isso, acabam reconhecendo o valor da iniciativa. “Dependemos de patrocinadores para arcar com os custos das sessões, mas na verdade são os shoppings que nos acolhem”, conta.
            Além do cinema, lojas do shopping em que a sessão aconteceu e locais próximos são beneficiados, já que sempre após os encontros são realizados bate-papos entre as mães, juntamente com a equipe do CineMaterna. Em Caxias do Sul, ocorrem na loja PBKids Baby, também no Iguatemi.
            No ano passado, o GNC Cinemas em Caxias realizou ao todo doze sessões do CineMaterna, uma a cada mês. Taís conta que, o público total registrado no ano foi de 362 adultos e 266 bebês de até 18 meses. Desde que chegou à cidade, 1.178 adultos e 749 bebês usufruíram das sessões do projeto. Estes números, quando observados de ano a ano, demonstram um grande crescimento na quantidade de mães que comparecem às sessões do CineMaterna. Ainda assim, Taís conta que não há planos de expansão do projeto para outros shoppings da cidade.

            Para este ano, duas sessões já estão agendadas no GNC Cinemas. A primeira acontece no dia 20 de janeiro, com a exibição do filme nacional “Vai Que Dá Certo 2”. A próxima será no dia 17 de fevereiro, ainda sem filme definido. Para a escolha do longa, será realizada uma enquete com as mães por meio do site.
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Os perigos do Aedes Aegypti

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O chamado mosquito da dengue também transmite outras doenças

                                                                                                                                                                                           Gustavo Rech divulgação
Em 2016 já foram encontrados três focos do mosquito da dengue em Caxias do Sul

O mosquito Aedes Aegypti, conhecido popularmente por mosquito da dengue, é também o transmissor da febre chikungunya e do zika vírus.  Mas você sabe a diferença de sintomas entre cada uma delas? A doutora Maria Ignez Bertelli, diretora da vigilância em saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul, explica que as três doenças possuem sintomas parecidos, geralmente com a presença da febre, sendo esta mais intensa na dengue e na chikungunya.
Já as manchas na pele podem aparecer em todas as situações, mas é no zika vírus que pode haver maior característica de coceiras no local. Outro exemplo, é que na dengue o abatimento é mais notável. No quadro (abaixo) é possível conferir os sintomas de cada uma.
Não há como saber com qual vírus o mosquito pode estar infectado, apenas em laboratório ou depois relacionando os sintomas da doença. E nem todo o Aedes está infectado.
As três doenças têm a sua gravidade e podem levar a complicações. Como todas são transmitidas pelo Aedes Aegypti, o cuidado é o mesmo: acabar com o mosquito. Desta maneira, combatendo o mosquito vetor estará se trabalhando no combate as três doenças.
A dengue, por exemplo, pode evoluir para uma doença mais grave, a chamada dengue grave, e por isso requer mais monitoramento dos sintomas graves, pois pode evoluir durante o processo agudo.
Neste ano até o dia 14 foram encontrados três focos da dengue em Caxias do Sul, nos bairros Pioneiro, Cidade Nova e Jardim América. Foram encontrados larvas do mosquito. “Ter o mosquito é o primeiro passo para ter a doença, sem o mosquito não a doença no existe, já que não existe a passagem de pessoa a pessoa, apenas se for de mãe para o bebê, pela corrente sanguínea”, explica a diretora.  No ano passado foram 51 focos encontrados, praticamente o dobro comparado aos últimos anos. O clima quente e chuvoso pode ajudar a explicar o aumento.
Contudo, em Caxias do Sul não foi registrado nenhum caso que tenha sido contaminado aqui. Os casos de dengue que tiveram no passado na cidade foram de pessoas que viajaram para locais onde estavam correndo a doença. A febre chikungunya e o zika vírus também não foram registrados na cidade. No início de 2015, um frei de passagem por Caxias já tinha o diagnóstico da chikungunya, em um caso isolado.


Microcefalia

Maria Ignez explica que a gestante infectada pelo zika vírus pode transmitir a doença para o bebê causando a microcefalia, quando o vírus zika acomete o cérebro causando um processo inflamatório fazendo com que ele não cresça. O feto da criança pode vir a falecer, intra-útero, após o nascimento, ou deixar sequelas para o resto da vida, com perda de potenciais de acordo com o seu acometimento.
Contudo, não quer dizer que em todas as gestantes infectadas pelo Zika, o bebê terá microcefalia. A diretora relata que é um potencial bastante elevado de acontecer principalmente nos primeiros meses de gestação, porém como é recente, muitos estudos estão sendo feitos e não se sabe se em outros momentos da gestação a microcefalia não pode ser também acompanhada de outras complicações.

Força-tarefa

No mês de janeiro iniciou em Caxias do Sul uma força-tarefa no combate ao mosquito, embora ressaltado pela diretora, a cidade sempre trabalhou nesse sentido. Porém, devido à situação epidemiológica do país, houve uma intensificação das ações. A doutora Maria Ignez descreve o objetivo da ação: “Temos a presença do mosquito, com os focos encontrados, então temos que trabalhar fortemente para que não aconteça a doença aqui”.
Caxias conta com 45 agentes de endemia que fazem um trabalho de campo, onde usam uniformes e crachás para identificação. O número de denúncias aumentou, elas podem ser feitas pelo Alô, Caxias e pela vigilância ambiental, e está superior a capacidade de resposta imediata, mesmo com o esforço máximo do departamento. Além de atender às denúncias, os agentes seguem o planejamento em visitas de casa em casa orientando a população. Locais com maior potencial de criadouros são priorizados.
Nas visitas há um grande número de recusas, quando o agente não consegue entrar por não ser recebido, ou porque não havia ninguém em casa, em alguns casos chegando a 40%.

Por outro lado, a diretora da vigilância em saúde ressalta que o trabalho de combate é abrangente e a população sendo chamada para ajudar tem respondido. Uma das ações que pode auxiliar no combate é a população ser resolutiva dentro da sua capacidade, nos pequenos casos, executando a ação quando possível, pois estará ajudando a sim mesmo, já que o mosquito se instala ao redor da residência e voa em torno de 200 metros. 
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Convivendo com o vírus HIV há quase 15 anos

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Júlio revela como faz para levar sua vida com a doença

                                                                                                                                                                                Rafael Zanol

            Dando continuidade à matéria da última edição que tratava sobre as 2.992 pessoas com o diagnóstico da AIDS que estão cadastradas no Serviço de Infectologia de Caxias do Sul, a Gazeta de Caxias conversou com Júlio*, 48 anos, caxiense que luta contra a doença há quase 15 anos.
            Júlio é natural de Caxias do Sul, mas a partir de seus 20 anos passou a morar em Porto Alegre. Ele conta que lá participou, a partir do final dos anos 90 até o início dos anos 2000, de uma organização não governamental chamada Nuances, que luta pela livre expressão sexual e trabalha com questões relacionadas ao vírus HIV e a AIDS.
            Quando participava desse grupo, ele não possuía o vírus, mas já era discriminado por todos de fora que sabiam que ele fazia parte. “Devido a minha magreza exagerada por não ter uma alimentação regular, as pessoas já pensavam que eu tinha AIDS”, conta. Hoje, ele não sente mais tanto preconceito contra a sua pessoa, mas sim contra a doença no geral.
            Júlio conta que em 2001, quando já estava de volta à Caxias do Sul, descobriu que estava infectado com o vírus HIV em função de um cálculo renal. Nesse mesmo ano iniciou seu tratamento com os mesmos medicamentos que toma até hoje. São três comprimidos diários, tomados ao meio dia e na parte da noite.
            Descobrir que tinha a doença foi um grande choque para Júlio. “Quando descobri que tinha a AIDS o mundo caiu para mim. Fiquei destruído”. O início também foi prejudicial para o próprio tratamento, já que a autoestima estava baixa e ele ainda não associava aos medicamentos os três fatores que considera fundamentais no auxílio da recuperação: a atividade física regular, a alimentação adequada e o descanso. “Hoje faço academia seis vezes por semana”, diz.
            Dar a notícia para os seus pais foi difícil, pois eles, a partir desse momento, já acharam que iriam perder seu filho. Júlio acredita que as pessoas deveriam parar de associar a doença com a morte. “A AIDS é muito associada com a morte, mas as pessoas estão muito enganadas”, complementa. Além disso, as pessoas relacionam muito a doença com a homossexualidade, mas, segundo Júlio, os heterossexuais são os que se descuidam mais na hora das relações sexuais, e também são muito afetados.
            Receber a notícia de que tinha a AIDS, além de ser um choque pela gravidade da situação, foi uma surpresa, pois ele diz sempre ter usado preservativo em todas as suas relações sexuais. Por isso, ele acredita que o sexo oral foi o grande causador da doença. “O sexo oral sempre foi algo que eu não tive cuidado”, conta.
            Neste caso, qualquer descuido pode ter sido o grande causador, já que, segundo ele, qualquer pessoa que tiver HIV positivo e uma carga viral muito elevada, pode transmitir o vírus por menor que seja o contato.
            Apesar de ter sido afetado por um pequeno descuido como esse, Júlio prefere não avisar que possui AIDS antes de suas relações sexuais. Acha desnecessário avisar, mas importante se prevenir usando preservativo, para que não corra o risco de passar para outra pessoa. Seu último parceiro de longa data não sabia da infecção com o vírus até entrar para um grupo de pessoas com AIDS que fazem encontros na cidade, que também tinha como participante o próprio Júlio.
            Não avisar, apesar de ser melhor para a relação, pode prejudicar muito a vida da pessoa caso haja a infecção. Dois grandes parceiros de Júlio já passaram por isso e, devido ao grande desânimo causado pela descoberta da doença, pararam de tomar os remédios e acabaram falecendo. “Um deles eu amava muito. Posso dizer que me tornei uma viúva e até hoje isso me abala demais”, conta.
         Por esse motivo, Júlio procura nunca atrasar os seus medicamentos, apesar de existir uma tolerância de até uma hora para que eles sejam tomados. Ele diz que os remédios são muito bons e resolvem, pois sempre fez o uso correto deles. Caso a pessoa pare de tomá-los, o vírus volta ainda mais forte, reconhecendo os efeitos do remédio e os anulando na próxima vez em que forem tomados. Esse vírus fortificado, caso seja passado para outra pessoa, será transmitido já no estágio mais avançado, o que exige ainda mais cuidado.

Dificuldades

            Júlio conta que a AIDS não o impossibilitou de fazer nada. Sua maior dificuldade foi ter que passar a trabalhar um menor período de tempo e consequentemente receber um menor salário, para que pudesse tomar os seus remédios na hora certa e realizar todas as atividades que auxiliam na recuperação. Ele diz não ter tido nenhum efeito colateral grave por conta da doença, mas sim pelo uso dos remédios na semana em que começou a tomá-los.
O início foi a fase mais difícil. Agora, ele afirma não se abalar mais por conta da doença, apesar de continuar se preocupando com ela. Júlio está com a carga viral zerada atualmente, e consegue levar uma vida normal dentro de seus limites.


*Nome fictício. Identificação real foi preservada.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Arte de Empreender e suas histórias em Fazenda Souza

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Região, que teve troca de coordenadora, contou com 26 participantes em 2015

                                                                                                                                                                       Fotos Diego Pereira
As irmãs Leonir (esq.) e Irene participam da Arte de Empreender em Fazenda Souza

Fazenda Souza é uma das 10 localidades participantes do projeto Arte de Empreender. A moradora da região, Leonir Mesomo, 64 anos, neste ano assumiu a coordenação do programa. Já no ano passado ela ajudou a antiga coordenadora que teve que deixar o cargo devido a problemas de saúde. Neste ano o distrito caxiense contou com 26 participantes, dois a mais do que em 2014.
Leonir decidiu participar, pois acreditou que iria ter bastante aprendizado. E ela estava certa, foi exatamente isso que aconteceu. Como estudou apenas até a terceira série, por meio do projeto conseguiu exercitar a leitura e a escrita. “Programa muito bom. Ajuda até algumas pessoas a saírem de casa”, relata.
A família da coordenadora gosta da sua participação frente ao projeto. O marido de Leonir não participa do programa, mas sempre está ajudando no que for preciso. Além da Arte de Empreender, Leonir é integrante do Clube de Mães, participa das atividades da igreja, do programa Conviver e da ginástica Caxias Ativa.
Já Nair Scopel Bonatto, 69 anos, começou a participar da Arte de Empreender em 2014. Ela conta que inicialmente entrou no grupo por curiosidade. “Aprender nunca ocupa lugar”, ensina.

Nair também participa do Clube de Mães da localidade. Na foto ela 
estava auxiliando na confecção de um pinheiro para o natal

A dona de casa nasceu em Fazenda Souza, morou na Boca da Serra e interior de São Francisco de Paula, antes de retornar ao distrito. Quando ficou viúva, há três anos, Nair procurou participar das atividades.  
Mãe de quatro filhos, três deles trabalham em uma mecânica no centro de Fazenda Souza, que foi fundada por seu esposo e passada para os filhos, quando saía de casa para se juntar ao grupo da Arte de Empreender, os filhos, que almoçam com a mãe, não se importavam de ter que comer em uma vianda.
A irmã da coordenadora do projeto, Irene Borelli, 66 anos, foi dona de uma empresa de compra e venda de alho no distrito. Na época ela chegou até a fazer um curso de culinária para poder cozinhar para os funcionários que a empresa possuía. Com os ensinamentos da Arte de Empreender descobriu que fazia muitas coisas erradas no negócio. Há 22 anos, quando se separou, acabou saindo da empresa.   
Dois de seus quatro filhos têm um negócio próprio. Um deles é dono de uma lancheria em Vila Seca, já o outro é proprietário de um camping em Fazenda Souza.
Na Arte de Empreender, além do conhecimento adquirido, assim como as demais participantes de outras localidades já relataram, também teve a oportunidade de conhecer lugares que ainda não conhecia. “Aprendi muita coisa. Aprendi tudo o que eles ensinaram”, afirma.
No dia que a Gazeta esteve no distrito Caxiense para fazer a reportagem, parte das participantes do Clube de Mães de Fazenda Souza estava reunida confeccionando um pinheiro que seria colocado de enfeite na avenida. A presidente do Clube, Marta Bonatto, 60 anos, conta que não participou da Arte de Empreender no ano passado, pois não tinha a idade mínima estipulada pelo projeto. Já nesse ano, Marta não pensou que não poderia se integrar ao grupo. Contudo, a sua participação em 2016, caso o projeto continue, não está descartada. “Tenho vontade, sempre é bom”, afirma a presidente.
A moradora de Fazenda Souza e participante do projeto, Catarina Ceconi, 61 anos, explica o segredo para desfrutar melhor o programa: “Quando gostamos, aproveitamos”, garante. E ela gosta, prova disso é que participou dos dois anos do projeto. Conforme ela, a ideia de participar foi para ter mais uma experiência na vida. Catarina ressalta seu gosto pelos cursos na área da culinária.

Há 10 anos Catarina teve paralisia cerebral, o que a deixou com sequelas do lado direito. O programa a ajuda a se distrai e sair de casa. Além da Arte de Empreender, ela também participa de outras atividades no distrito. “Tem que ter algo. Ficar só em casa não dá”, adverte.  
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A polêmica das eleições do DCE da UCS

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Oposição protesta: problema na contagem dos votos pode ter influenciado na decisão final

                                                                                                                                                                        Fotos Rafael Zanol
Manifestantes colocaram cartazes na porta do DCE

As eleições para a escolha da nova diretoria do DCE aconteceram nos últimos dias 24, 25 e 26 de novembro. Três chapas estavam concorrendo: Chapa 1 – Democratiza, UCS; Chapa 2 – O Novo Pede Passagem; e Chapa 3 – Renovação. O resultado era para ter sido divulgado já no dia 27, mas irregularidades foram encontradas em quatro urnas usadas nas votações. Até o momento, a chapa 1 é a  vencedora, mas opositores ainda buscam por uma mudança no resultado.
            Segundo o candidato a presidente pela chapa 3, Michel Pillonetto, quatro urnas haviam sido desqualificadas da contagem de votos, pois algumas delas não estavam devidamente lacradas como era demandado nas regras das eleições e outras continham um número de cédulas maior do que era permitido para o bloco em que foi colocada.
            Pillonetto diz que, sem essas urnas, ao final da contagem dos votos sua chapa havia ganhado as eleições por mais de 100 votos, mas, após isso, foi feita uma recontagem, agora juntamente com as cédulas das urnas eliminadas, o que resultou numa vitória da chapa 1 por pouco menos de 100 votos.
            A utilização das urnas desqualificadas, para o candidato da chapa 3, foi algo ilegal e, por isso, sua chapa entrou com um processo judicial contra a chapa 1. A partir disso, todas as urnas e cédulas utilizadas nas votações foram apreendidas e a decisão foi feita no tribunal. Já segundo o integrante da chapa 1, o resultado dado pela juíza foi de que o caso está resolvido.

Protesto

            Na última segunda-feira (7), integrantes e apoiadores da chapa 3 protestaram em frente ao Centro de Convivência da UCS, num momento em que o DCE estava fechado. Os quase 100 estudantes exibiam uma faixa onde haviam escrito “não ao golpe” e gritavam com um megafone, pedindo para que os integrantes da chapa 1 aparecessem no local.

Michel Pillonetto, candidato a presidente pela chapa 3, comandou o protesto

            Lucas Alievi, um dos integrantes da chapa ‘Democratiza, UCS’, compareceu à manifestação em seus momentos finais, o que acabou causando um tumulto ainda maior. Quase todos os estudantes que manifestavam se aproximaram de Alievi e começaram a pedir por sua defesa. O apoiador da chapa 1 respondeu dizendo que só falava na presença de seu advogado. Após muita discussão, os ânimos acalmaram e o grupo se dissipou.
            Alievi parecia não se importar com as inúmeras provocações vindas do outro lado. Ele diz que o protesto estava acontecendo sem nenhum motivo, e que o resultado já havia sido definido. “A decisão final já foi dada pela juíza”, diz.

            Referindo-se à preferência de Alievi de não responder aos pedidos dos manifestantes da chapa 3, o candidato Michel Pillonetto se diz insultado. “Foi uma falta de respeito essa atitude”, afirmou.
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Prefeito Alceu assina ordens para construção de dois novos ginásios

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Novos espaços irão beneficiar mais de 700 alunos nas Escolas Santa Corona e Américo Ribeiro Mendes
                                                                                                                                 Rafael Lopes/ Divulgação

O Prefeito Alceu Barbosa Velho assinou no último dia 9 as ordens de início para a construção das quadras poliesportivas das Escolas Municipais Santa Corona e Américo Ribeiro Mendes. 
Os dois ginásios contarão com cobertura da quadra e vestiários. O investimento para a obra na Escola Santa Corona é de R$ 916 mil e na Escola Américo Ribeiro Mendes, R$ 763 mil. Os recursos provêm do próprio Município. O projeto e a fiscalização são da Secretaria Municipal do Planejamento (SEPLAN). Os novos espaços vão beneficiar 383 alunos da educação infantil e do 1º ao 9º ano do ensino fundamental na Santa Corona e 350 na Américo Ribeiro Mendes.

O Prefeito Alceu Barbosa Velho lembrou que a prioridade de seu governo é a saúde e a educação. “Isso é resultado de um planejamento que vinha sendo estudado desde o início desta Administração. É cerca de R$ 1,7 milhão que vai qualificar ainda mais a nossa educação e os ambientes educacionais. Toda a comunidade escolar ganha quando se tem equipamentos de qualidade. O único jeito de transformar nossa sociedade é por meio da educação. E é isso que estamos fazendo”, afirmou na ocasião. 
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Rafael Bueno recebe suspensão do PC do B

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Vereador revela que recebeu com surpresa a notificação do partido

Em e-mail endereçado à imprensa intitulado “Carta aberta aos caxienses” o Vereador Rafael Bueno (PCdoB) expôs que recebeu com surpresa uma notificação do Partido Comunista do Brasil de Caxias do Sul, que determinou a sua suspensão da agremiação por 120 dias, em virtude de supostas afrontas à ética partidária. “Acredito que expor minhas ideias, e defender o povo que me colocou como vereador de Caxias, não seja justificativa para calar minha voz”, afirmou na mensagem.
Segundo ele o entendimento do partido no município baseia-se em uma série de falas e posicionamentos que Bueno teve perante a imprensa, nas redes sociais e na Tribuna da Câmara. “Umas das situações diz respeito a minha posição sobre a atual crise política e econômica do Brasil. É incompreensível que o PCdoB, não tendo nenhum dos seus filiados investigados nos escândalos de corrupção do estado e do país, mantenha-se calado. O quadro que vivemos assola a esperança de todos os brasileiros, que diariamente recebem notícias de escândalos e veem o seu dinheiro ir para os bolsos de aproveitadores”, disse.
Bueno ainda completa: “Um partido histórico, que lutou contra a ditadura, agora quer calar a voz de um jovem vereador. Isso é uma afronta à democracia, ou usando um termo popular nos últimos tempos, um golpe”.

Na nota o Vereador reclama que o partido vem cerceando e limitando suas atividades desde a vitória nas urnas em 2012, e com agravante em 2014, inclusive com constrangimentos públicos por parte do partido. “A notificação a qual recebi mostra a perseguição política que sofro desde a minha filiação em 2011, pois acredito que expor minhas ideias e defender o povo que me colocou como vereador de Caxias não seja justificativa para calar minha voz”.
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                                                                                       Julio Soares/Objetiva

O empresário Nelson Sbabo, durante a reunião-almoço da segunda-feira (7), tomou posse do cargo de presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) para a gestão 2016-2017, em substituição a Carlos Heinen, que presidiu a entidade de 2012 a 2015. Com Sbabo também foram empossados os vice-presidentes de Indústria, Carlos Zignani, de Comércio, Ivanir Gasparim, e de Serviços, Shirlei Omizzolo.  A próxima gestão tem início no dia 1º de janeiro de 2016.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O exemplo de melhorias na gestão do transporte urbano no centro-oeste do país

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Goiânia conta com sistema de gestão de tráfego e informação aos passageiros inédita no Brasil

                                                                                                                                                                                                    Diego Pereira

Como as pautas trânsito e mobilidade têm sido cada vez mais recorrentes em Caxias do Sul, pois a cidade conta com inúmeras obras que fazem parte do Sistema Integrado de Mobilidade, a Gazeta esteve em Goiânia-GO, a convite da Volvo, para conhecer o ITS4Mobility America Latina. Lançado em parceria da Volvo Bus Latin America com a Ericsson, a ferramenta auxilia operadores de transporte a aumentar a eficiência do transporte urbano e a melhoria da mobilidade urbana.  
Mesmo com tamanho e número de habitantes diferentes entre Caxias do Sul e a capital do estado de Goiás, o case goiano pode servir de inspiração para a cidade serrana que tem aproximadamente meio milhão de habitantes e está entrando em uma nova era em termos de mobilidade. O SIM Caxias é um sistema planejado pela Prefeitura com o objetivo de melhorar a mobilidade das pessoas, qualificando o transporte coletivo na cidade e o integrando com pedestres e ciclistas.
Em Goiânia o sistema de gestão de tráfego e informações aos passageiros possui tecnologia que conecta tanto os operadores de transporte quanto os usuários com os sistemas de transporte urbano por ônibus em tempo real. As informações podem ser acessadas pela internet, em aplicativos para smartphones, em totens nos terminais ou em pontos estratégicos, e por contato telefônico via call center. Desta forma, o usuário do transporte público pode planejar seu tempo de deslocamento, evitando atrasos e longos períodos de espera. 
O ITS4Mobility acompanha a circulação da frota em tempo real, indicando se os ônibus estão circulando de acordo com o planejado, com a frequência adequada, cumprindo os horários planejados e mantendo a rota previamente definida. São informações que apontam ao gestor possíveis desvios, ajudam a identificar pontos críticos da operação e permitem o replanejamento da operação, ganhando eficiência e redução de custos. 
O presidente da Volvo Bus Latin America, Luiz Carlos Pimenta, explica que o sistema funciona para qualquer tipo de mobilidade. ”É a fortaleza do softwares. A Volvo e a Ericsson formam uma grande parceria”, afirmou no lançamento do produto em Goiânia.  ”Uma estratégia de oferta de soluções, temos falado em soluções e temos construído soluções”, complementa.
Já o vice-presidente de Indústria e Sociedade da Ericsson América Latina, Jo Arne Lindstad afirmou na ocasião que o mundo está se transformando e as soluções têm que estar chegando no mercado. ”A Ericsson, como líder mundial de comunicações, quer fazer parte disso”.

O Sistema

O ITS4Mobility é uma solução global da Volvo Bus utilizada com sucesso em vários países da Europa, no Canadá e na África do Sul. Ele foi desenvolvido em Gotemburgo, na Suécia, em uma operação multimodal, com barcos e ônibus. No Brasil, o sistema está em operação em Goiânia. A Ericsson desenvolveu o ITS4Mobility América Latina, customizando o sistema para atender às necessidades do mercado latino-americano.

                                                                                                                                         Foto divulgação


O ITS4Mobility é uma das soluções oferecidas pela Volvo Bus Latin America dentro do PMV (Programa Volvo de Mobilidade). O projeto tem como proposta contribuir com a melhoria da qualidade de vida no transporte, por meio de uma oferta completa de soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de transporte urbano de passageiros. O sistema garante mais inteligência e eficiência da gestão do tráfego de ônibus e de informação aos passageiros.
Vinicius Gaensly, responsável pela área de telemática da Volvo Bus Latin America, explica que o ITS4 tem o objetivo de facilitar o processo, com a automatização do início da jornada, fiscalização e controle online e planejamento. Assim atua na melhora da qualidade de serviço, aumentar a produtividade operacional e a satisfação do passageiro, através de regularidade e confiabilidade da operação, maior controle do serviço e informações aos passageiros.
A partir de um avançado dispositivo eletrônico instalado nos ônibus, os operadores de transporte têm acesso a dados como tempo de percurso, pontualidade dos veículos, quantidade de ônibus nos trajetos e velocidade média por linha e viagem em tempo real. Gaensly conta que no início do processo o condutor do ônibus se sentia vigiado, contudo, hoje agradece e vê o sistema como um anjo da guarda. ”O motorista do ônibus conta com uma interface com as infomormações”, explica.
O sistema também possui um serviço de call center, onde nos últimos meses 95% das solicitações buscavam informação, 4% eram de reclamação e 1%, de elogios e sugetões.
São controlados por mês 18 milhões de horários ponto a ponto, algo inédito no Brasil. A pontualidade dos horários, atualmente de 76%, trabalhada com uma tolerância de cinco minutos, era de 64% há seis anos. O aumento se torna mais expressivo levando em conta que nos últimos três anos a fluidês do trânsito caiu quase um terço, com a velocidade média de 19,3km/h passando para 13,9km/h, segundo informação do próprio ITS4Mobility, que passa dados que auxiliam efetivamente para trabalhar na melhoria do serviço.”No nosso entendimento houve um aumento significativo, pois o cenário piorou. Falar de 76% em uma região metropolitana que praticamente não tem corredores exclusivos, é um número bastante expressivo”, afirma o diretor geral de consórcio da RMTC, Leomar Rodrigues.

Goiânia

Na capital do Estado de Goiás desde 2009 a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) é o órgão gestor do trânsito na cidade e também responsável pela gestão de transporte dos 18 municípios da região metropolitana da capital, que conta aproximadamente com 2,3 milhões de habitantes.
Ao todo são 1.467 ônibus, em 283 linhas que fazem 14.500 viagens por dia. De forma integrada uma única tarifa, de R$3,30, é cobrada entre os 18 municípios. Onde 11% contam com passe livre e 12% pagam a metade da tarifa.
O diretor geral de consórcio da RMTC conta que Goiânia foi a primeira capital do país a implantar o sistema de bilhetagem eletrônica ainda na década de 90 e desde fevereiro 2000 conta com operação sem o serviço de cobrador. O que, conforme o diretor, na época praticamente não proporcionou desemprego, já que foi realizado um trabalho em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e com a Delegacia Regional do Trabalho.
O diretor afirma que o grande divisor de águas ocorreu em 2008 com a assinatura de novas concessões, onde as concessionárias tiveram novas obrigações.
O consórcio, implantado em 2009, assumiu a gestão de 14 terminais, que entre outras funções, conta com serviço de atendente de terminal que orientam e auxiliam no embarque e desembarque e atuam na prevenção de acidentes.
A RMTC ainda não gere o eixo Anhanguera, que segue o antigo modelo, mas busca a sua gestão, assim como as dos abrigos dos ônibus, alguns deteriorados, que atualmente são de responsabilidades do poder público.
Rodrigues garante que foram muitas as mudanças nesses últimos seis anos. ”É preciso fazer diferente para obter resultados diferentes”, afirmou. Contudo, lamenta a existência de apenas 8 km de corredor exclusivo para ônibus.
O ITS também tem ajudado na questão da segurança, pois em uma parceria firmada com a Secretaria de Segurança Pública do estado, nos últimos 16 meses houve a contribuição em 3.473 intervenções policiais em relação ao serviço. E em 199 contribuições com prisões. Os usuários podem mandar whatsapp para o posto na Secretaria de segurança, já os ônibus possuem uma tecla de emergência que cai dentro da central de inteligencia de controle da polícia.
O alto custou impediu a colocação de câmeras em todos os ônibus, 230 veículos da frota que contam com quatro câmeras. O contrato estabelece que os ônibus tenham idade limite de sete anos, os veículos da rede têm idade média de seis anos.
O Centro de Controle Operacional (CCO) chega a 20 postos de trabalho nos horários de maior movimento no trânsito. Cada um deles consegue controlar até 64 ônibus, sendo possível controlar toda a frota, em termos de percurso e tempo. ”O ITS é um produto com mome internacional, mas com a cara do Brasil”, garante o diretor da RMTC.
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