segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brasileirão

0 comentários
Inter vence e volta ao G-4

Time colorado não teve dificuldades para vencer o Bahia.

   Com a vitória em cima do Bahia na noite de sábado no Beira-Rio por 2x0,  o Internacional voltou a ficar no grupo dos quatro primeiros do brasileirão. Alan Patrick e Nilmar marcaram os gols do colorado ainda no primeiro tempo.
   O Inter precisou de 10 minutos para sair na frente no placar. Alan Patrick da entrada da área em chute central pegou Marcelo Lomba um pouco adiantado e marcou um belo gol.
   O Bahia assustou o torcedor colorado quando Emanuel Biancucchi cruzou a bola na área e depois do desvio dentro da área ela estava indo em direção ao gol quando Alisson caindo afastou o perigo.       Logo depois foi a vez de Diego Macedo levantar a bola na área e Biancucchi cabecear livre dentro da área, mas Alisson bem posicionado fez firme a defesa.
   Mas ainda no final da etapa, aos 38, o Internacional ampliou o marcador. Nilmar dentro da área tocou para Jorge Henrique que devolveu o passe para o atacante colorado que girou e mandou no canto de Lomba, 2x0.
   Mesmo com a vantagem no placar era o Inter que continuava no ataque no segundo tempo. Lomba já havia defendido chute perigoso de Nilmar pela ponta esquerda. Jorge Henrique por pouco não fez de cabeça.
   Administrando o placar o colorado voltou a vencer e a frequentar o G-4. Está na terceira colocação com 53 pontos. No próximo fim de semana enfrenta o Santos na Vila Belmiro. Caso o São Paulo vença o Goiás na noite de hoje, o time gaúcho pode perder uma posição na tabela.

Grêmio empata no fim 
no Couto Pereira

Time de Felipão terá dois jogos seguidos dentro de casa, um deles é o clássico Gre-Nal. 

   O Tricolor não conseguiu vencer o Coritiba fora de casa na noite de sábado no Couto Pereira. Saiu perdendo e foi conseguir o empate no final do jogo, que evitou um péssimo resultado na capital paranaense. Contudo o resultado ficou longe de ser bom, com o empate perdeu uma posição na tabela para o Fluminense que venceu o Atlético-PR.
   A primeira chance de gol criada pelos gremistas foi com Dudu em chute de fora da área que desviou na marcação, mas Vanderlei foi buscar.
  Abaixo de chuva forte Marcelo Grohe salvou o Grêmio quando Norberto foi cruzar e mandou direto quase fazendo um golaço.
   Os donos da casa começaram levar perigo ao gol do goleiro gremista. Em cobrança de escanteio de Alex, a bola desviou em Pedro Geromel após cabeceio e acertou a trave direita de Grohe. Depois em bola lançada na área por Robinho, Alex cabeceou e viu Grohe voltar a salvar o Grêmio.
   E foi justamente em bola área que o gol do Coxa saiu aos 30 minutos do segundo tempo. Quando o zagueiro Leandro Almeida completou de cabeça cobrança de escanteio na segunda trave, o goleiro gremista até encostou na bola, mas nada pode fazer, 1x0.
   No segundo tempo foi a vez de Vanderlei aparecer em importante defesa. Alán Ruiz deu grande passe para Ramiro que deu uma pancada a gol. Vanderlei espalmou para escanteio.
   Mas o Coritiba teve a chance de liquidar com o Grêmio quando Robinho recebeu grande lançamento do campo de defesa e ganhou da zaga gremista. Caindo mandou na saída de Marcelo Grohe acertando o pé direito da trave.
   A resposta gremista veio em cabeceio de Lucas Coelho completando cobrança de escanteio de Zé Roberto pela direita. O cabeceio forte do atacante gremista foi parar no travessão.
  Vanderlei já havia defendido chute forte de Alán Ruiz. Mas foi quando Pará cruzou na área, aos 39 minutos, que Riveros de cabeça completou para o gol empatando a partida.
   No final do jogo no último ataque do Coxa, após boa troca de passes, Joel bateu a gol e Robinho aproveitando rebote do goleiro gremista mandou a bola na trave e perdeu a chance de marcar  o gol da vitória.
   No próximo sábado o Grêmio enfrenta o Vitória na Arena, às 19h30min.

Sábado
Atlético-MG 3x2 Sport
Palmeiras 1x1 Corinthians
Fluminenses 2x1 Atlético-PR
Figueirense 1x1 Cruzeiro
Coritiba 1x1 Grêmio
Vitória 3x1 Criciúma
Chapecoense 1x1 Santos
Botafogo 2x1 Flamengo
Inter 2x0 Bahia
Hoje
20h30min
São Paulo x Goiás



Leia Mais ...

Sartori é eleito. É o quarto político caxiense a chegar ao Piratini

0 comentários
O político caxiense nascido em Farroupilha, José Ivo Sartori (PMDB), 66 anos, é o novo governador eleito do Rio Grande do Sul. É também o quarto político caxiense a chegar ao Piratini. 

   Sartori foi também o primeiro ex-prefeito de Caxias a se eleger com o voto direto. Euclides Triches, que foi o primeiro caxiense a chegar ao Piratini em 1971, havia sido nomeado pelo regime militar instalado no país em 1964. Pedro Simon, em 1986, e Germano Rigotto, em 2002, ambos do PMDB, haviam sido vereadores em Caxias.
   Sartori derrotou o candidato do PT Tarso Genro, 67 anos, mantendo uma tradição do Rio Grande do Sul de nunca reeleger um governador desde 1947, com exceção do período do regime militar.
   O ex-prefeito de Caxias alcançou  61,21% dos votos válidos, um total, de 3.859.611. Tarso Genro somou  2.445.664 com 38,79% dos votos. Voto brancos e nulos somaram 8,09%, com 555.023 votos.
   As abstenções foram de 18,129% com 1.535.358 votos. O Rio Grande manteve uma tradição desde 1947, em eleições diretas (excluindo o regime militar) de nunca reeleger o mesmo projeto de governo.
   Em Caxias do Sul, Sartori teve uma votação expressiva. Ele conquistou 79,29% dos votos válidos com 200.928 votos. Tarso Genro (PT) teve apenas 20,71%  com 52.492 votos. No primeiro turno Sartori havia somando 163.429 votos, com 67,31% dos votos válidos  e Tarso 19,96% com 48.459.

                                                                                   Foto Luiz Chaves, divulgação
Sartori derrotou Tarso com enorme diferença de votos

Leia Mais ...

Dilma se reelege e PT ficará no poder por 16 anos

0 comentários
 Dilma Rousseff ((PT) se reelegeu presidente da República o que fará com que o PT se mantenha no poder maior do País por 16 anos consecutivos.

Na disputa mais acirrada à presidência da República desde o segundo turno das eleições de 1989, a presidente Dilma Rousseff (PT) candidata do PT foi reeleita ontem, com 51,64% dos votos, um total de 54.498,193 dos votos contra 48,36%, somando 51.040,857 votos do adversário Aécio Neves (PSDB).
Dilma, 66 anos, fez grande votação entre os eleitores do Nordeste do País que acabaram fazendo a diferença, a região mais pobre por programas sociais do governo como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.
Mas também a vitória apertada em Minas Gerais, estado também de Aécio Neves, com 52,4% dos votos, acabou somando para sua vitória. Sua maior derrota foi em São Paulo, onde teve apenas 35% contra 54% de Aécio.
Enquanto no primeiro turno 3,8% dos votos foram em branco, ontem o percentual caiu para 1,71%. Isso equivale a pouco mais de 1,9 milhão de votos. Com a vitória de Dilma, o PT ficará no poder maior do país por 16 anos consecutivos na presidência desde a primeira eleição de Lula em 2002. É o dobro do tempo que Fernando Henrique Cardoso(PSDB) teve entre 1995/2002.
Dilma venceu a parada numa coligação que tinha PT/PMDB, PSD, PP, PR, Pros, PDT, PCdoB e PRB. O vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), é o mesmo do primeiro mandato.
No Rio Grande do Sul Aécio venceu com 3.452.455 dos votos válidos (53,53%.) Dilma fez 2.997,455 (46,47%. Em Caxias do Sul Aécio Neves somou 182.770 votos (70,83%) contra 75.284 (29,17%) da petista.

                                                                                      Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil 
Numa disputa acirrada Dilma derrotou Aécio e se reelegeu presidente 

Leia Mais ...

domingo, 26 de outubro de 2014

“Caxias sempre teve vocação empresarial”

0 comentários
Vânia Beatriz Merlotti Herédia, escritora, historiadora, socióloga, professora da UCS dede 1977, lançou o livro intitulado  “Histórias de muitas histórias, a força do empresariado caxiense na cidade e na cultura.” 

   Ele trata da força do empresariado na formação da cidade e na cultura.  Ressalta a evolução histórica de Caxias, tendo como fio condutor a força do empresariado no desenvolvimento da região. 
   O livro contempla as principais etapas econômicas do município, incluindo desde a sua formação inicial até os dias atuais. “Procurei fazer uma síntese da história da cidade, utilizando principalmente as fotografias”, salienta.
   Ela destaca que em todo percurso histórico, Caxias sempre teve vocação empresarial. Desde a forma como ocupou a terra e desenvolveu a agricultura colonial.  O primeiro setor a se destacar foi o comércio, agregando produtos coloniais, desenvolvidos na colônia e na sede urbana, depois vieram às oficinas, as pequenas indústrias e as grandes indústrias, sabendo usar o modelo estrutural do momento histórico. “O empresariado caxiense contribuiu de uma maneira efetiva no desenvolvimento da região.”
   Historicamente a cidade sempre foi ponto de referência desde sua fundação, agregando muitos serviços. Foi se desenvolvendo e diversificando sua produção, ressalta Vânia.
Herédia frisa que Caxias foi umas das primeiras cidades a receber uma escola do SENAI, para formar mão de obra qualificada, logo que este foi criado nacionalmente por Getúlio Vargas nos anos de 1940.

“É aqui que se pensa o
desenvolvimento econômico”

   Globalizada, a classe empresarial sempre soube dialogar com o setor público, tanto na questão do desenvolvimento das estradas,  telefonia, energia, ou seja, infraestrutura.  De acordo com a visão da escritora, a cidade tem acompanhado um modelo de desenvolvimento  clássico.  
   “O comércio sempre foi forte  desde  o princípio, aqui na região. A partir dos anos de 1950 a indústria ganha força, e  já  nos  anos  de  1970  as  grandes  indústrias  começam  a  se  fixar  no município. Estas  indústrias  sempre  acompanharam  as  exigências  do mercado,  contribuindo  de  maneira  significativa  no  cenário  mundial, principalmente no setor de transformação.”  
   Analisando Caxias com o restante do país, ela ressalta que a cidade tem infraestrutura para  manter  esse  desenvolvimento,  mesmo que  indústrias fixadas aqui abram filiais em outros lugares. “É aqui que se pensa o desenvolvimento econômico.”
   Ela destaca que os imigrantes italianos foram muito importantes no desenvolvimento da região, no entanto salienta que Caxias sempre teve influência de migrantes, de outros lugares.  “Nos últimos anos, as migrações internas  têm  sido  muito acentuadas, o que envolve as migrações estaduais e intraestaduais, além das internacionais. Todos contribuíram e contribuem significativamente para que a cidade se fortifique e se consolide como uma força econômica.”
   Segundo Herédia,  um  dos  obstáculos  para  quem  deseja  começar  um negócio em Caxias  é  a  dificuldade de se fazer  a  leitura  de conjuntura. “Muitas vezes se investe em atividades que não são as ideais. É necessário pesquisar, antes de investir, para não se correr o risco de aplicar capital em áreas ultrapassadas”. 
Caxias é uma cidade de porte médio, do polígono industrial, que na última década cresceu muito em relação ao Estado e ao país. “Vejo a cidade com um futuro muito próspero, crescendo tanto o polo industrial quanto o polo de serviços, uma vez que exerce um papel importante no desenvolvimento do país”. 
   Ela revela que iniciou sua carreira de escritora nos anos 70 e desde então já teve várias obras publicadas. Entre os temas que já escreveu estão: migrações contemporâneas, internas, históricas, envelhecimento populacional, políticas públicas, trabalho e políticas sociais, história regional e história de empresas.
   Vânia ressalta que para realizar este projeto foram dois anos de pesquisa, consultando  arquivos  do  município,  jornais,  fotografias  e  realizando entrevistas.  É um livro com 184 páginas, promovido pelo Instituto Ítalo Bersani,  financiado pela  Lei  de  Incentivo  à  Cultura,  apoiado  pelo   Departamento  de Cultura da CIC, sem fins lucrativos.

                                                                                        Foto Thiago da Luz Machado
Vânia: “É necessário pesquisar antes de investir”

Leia Mais ...

Crianças e adolescentes felizes

0 comentários
Em todos os projetos feitos pela Associação Criança Feliz, mais 
de 500 atendimentos são realizados por mês. 


Crianças e adolescentes realizam diversas atividades na Associação onde 
permanecem no turno inverso ao da escola.

   Em Caxias do Sul a Associação Criança Feliz, instalada no bairro Fátima Baixo, atende a 12 bairros da região norte da cidade. Recebendo 163 crianças e adolescente de 6 a 15 anos no turno inverso da escola. 
   A Associação tem 19 anos e foi criada por um grupo de amigos incomodados com as crianças que ficavam na rua. O trabalho dentro da Associação foi sendo modificado com o passar do tempo, se adaptando às demandas. Ela abre de segundas a sextas das 8h às 12h na parte da manhã e das 13h30min às 17h30min à tarde. 
   Visando o atendimento de crianças, adolescentes e famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, uma assistente social analisa os critérios para saber quem mais precisa. Com o objetivo de proporcionar atividades para o desenvolvimento, fortalecer vínculos da criança e do adolescente e tirá-las das ruas, a entidade também recebe encaminhamento do Conselho Tutelar. 
Nela é trabalhada a educação na parte lúdica, com uma metodologia diferente, para que se torne mais atrativo para o estudante participar, sem custo algum, em salas educativas, de acordo com o levantamento pedagógico de cada turma. 
   Dança, esporte e lazer, vídeo e fotografia, músicas e informática são algumas das oficinas oferecidas. São três turmas por turno. Há três períodos de 50 minutos cada, mais o intervalo e o período para as refeições em cada turno. 
   Segundo a gerente da Associação, Cibele da Rosa, em torno de 90 crianças estão na fila de espera.  Estar matriculado na escola é um dos pré-requisitos para as crianças e adolescentes da Associação.        Houve índice baixo de reprovação dos estudantes na escola no ano passado. Embora o desempenho escolar não seja critério para participar da entidade, há uma comunicação com a direção escolar. Os alunos da manhã recebem café da manhã e almoço. Já os da tarde, café da tarde e pré-janta com o cardápio sendo elaborado por uma nutricionista voluntária. 
   Para os adolescentes que estão perto da idade limite é trabalhado a saída da Associação e a inserção dele em cursos profissionalizantes. O projeto Geração Protagonista acontece uma vez por semana e nele se trabalha os jovens e a família, envolvendo toda a questão do protagonismo em si em todos os seus aspectos para o jovem buscar o seu espaço na sociedade. 
   Há 30 profissionais que trabalham no local e mais cinco voluntários que trabalham diretamente para complementar as ações. Em atividades mais esporádicas o número de voluntários aumenta. 
O voluntariado faz parte da vida da professora aposentada de educação física, Laís Rossi de Oliveira Reis, 64. Ela comanda a oficina de ginástica e recreação uma hora por semana. Espírita, tem como um dos ensinamentos a caridade. “A minha área agrada muito as crianças. Gosto de me sentir útil”.





30% dos recursos vêm
de convênios públicos
  
 A casa sobrevive com parcerias, eventos e doações. 30% dos recursos vêm dos convênios públicos e o restante de doações e eventos promovidos pela entidade para arrecadar fundos. Um deles é o sistema de apadrinhamento, que pode ser de pessoa física ou jurídica. Atualmente há 280 padrinhos. 
   Para o ensino infantil, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SMED) no bairro São José, um espaço alugado serve de local para uma escola infantil de turno integral, das 6h30min às 18h30min. 
   Além da SMED há também convênios públicos com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente (COMDICA), Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), e com o Banco de Alimentos.
   E parcerias com empresas privadas que também contribuem mensalmente. As doações podem ser em dinheiro ou em serviços prestados. “Eu sempre digo que temos despesas certas, mas receita incerta, estamos sempre correndo atrás de mais padrinhos”, relata a gerente, explicando que quando os recursos não são suficientes é necessário se adaptar.
   Camila Demoliner Henz, coordenadora pedagógica na Associação, conta que a entidade possuiu um telecentro que também é aberto à comunidade em determinados horários, com acesso à internet, com auxílio de um monitor, em períodos de 50 minutos por pessoa, que totalizam por volta de oito horas semanais. 



   Não é apenas a criança e o adolescente que recebem atenção, todo um trabalho especializado na família é realizado. Cerca de 60 famílias com vínculos na Associação recebem atendimento. Envolvendo todos os trabalhos realizados pela entidade mais de 500 atendimentos são realizados por mês. 
   Para Cibele, trabalhar na Associação é muito gratificante. “Podemos também acompanhar o crescimento deles, o retorno recebido é fantástico”, descreve e acrescenta que as crianças e os adolescentes que frequentam a Criança Feliz não perdem em nada para uma escola particular. 
Para Camila a troca é diária, onde se proporciona atividades que desenvolvam os estudantes fazendo com que eles se encontram verdadeiramente como pessoa. “Aprendemos muito. Tanto eles quanto nós nos transformamos em todos os aspectos”. 
Localizada na Avenida Dr. Mário Lopes, 1868, o telefone para contato da Associação Criança Feliz é 54 3223 7444. 


“Uma segunda casa”

   Igor Ceclair Braga Lourenzo,14, está há seis anos na Associação. Estudante do nono ano na Escola Municipal Professora Ester Benvenutti, conta que a Associação significa um meio de se preparar para a vida e se tornar alguém. Ele, que faz as oficinas de dança, coral, fotografia, sonha em ser ator. 
   A estudante da mesma escola, porém do oitavo ano, Ingrid Volff, vê na Associação uma oportunidade diferente, um lugar onde se prepara para fazer cursos. Os dois irmãos de Ingrid também participam da entidade. “É uma segunda casa, já que passamos a maior parte da tarde aqui”, relata a participante da oficina de dança que sonha em ser advogada.
  “Onde as crianças têm esperança de realizar as atividades e brincar com os amigos”, é assim que define o estudante do quarto ano da Escola Municipal João De Zorzi, Rafael Aver. Ele mora com o pai e quando crescer sonha em ser baterista. Faz diversas oficinas: vídeo, informática, musicalização, capoeira, esporte e lazer.
   Assim como Rafael, é desde pequeno que Ryan da Silva, 12, está na Associação. O estudante do sexto ano do João De Zorzi responde convicto quando questionado: “A Associação é tudo pra mim”; nela ele vê uma oportunidade para a vida, faz as oficinas de capoeira, informática, educação física, e quer ser policial. Perguntados sobre as oficinas que fazem, quais são as que mais gostam, são unânimes na resposta: “Gostamos de todas iguais”. 

Na Associação, crianças e adolescentes se reencontram com a esperança

Leia Mais ...

“A vida é preciosa demais para viver reclamando”

0 comentários
Devido a uma queda de sua mãe quando estava grávida, 
Leonel André Brolese, 49, teve sua coluna afetada.


 Leonel: “Me considero um homem normal, saudável”


   Leonel é morador do bairro Bela Vista, muito estimado por aqueles que lhe conhecem. Pode ser considerado um exemplo de luta e de superação para todas aquelas pessoas que reclamam da vida e que não conseguem perceber a dádiva que é viver.
   Ele relata que quando sua mãe estava grávida caiu um tombo, que lhe afetou a coluna. Por consequência deste acidente nasceu prematuro, de oito meses. Sendo diagnosticado nos exames  que ele tinha a doença mielomeningocele. É um defeito congênito em que a espinha dorsal e o canal espinhal não se fecham antes do nascimento, ocasionando o deslocamento do quadril, perda do controle da bexiga ou dos intestinos, falta de sensibilidade parcial ou completa, paralisia parcial ou completa das pernas, fraqueza nos quadris, pernas ou pés de um recém-nascido. Segundo Leonel, ele nunca sentiu nada da cintura para baixo, nunca conseguiu se locomover normalmente, apesar das diversas cirurgias feitas.
   “Quando era criança, com muita dificuldade, eu conseguia caminhar com apoio de muletas. Com uns 10 anos percebi que não iria conseguir caminhar normalmente, e desde então venho tocando minha vida”, revela.
   Ele diz que como seu pé era torto, seu calcanhar ficava virado para baixo. Até que um dia, enquanto caminhava apoiado às muletas, uma pedra perfurou sua botinha ortopédica se alojando no seu pé.    Como não sentia nada, nem percebeu. “Quando cheguei em casa e fui tirar minha botinha ortopédica, vi que meu pé estava todo ensanguentado, limpei o ferimento, mas não percebi que tinha uma pedra dentro do meu pé”, disse.
   Com o passar dos dias, Leonel percebeu que o ferimento não cicatrizava, e sua mãe o levou ao médico.  “Com os exames feitos, foi constatado que eu tinha osteomielite”, lembra. A infecção dos ossos é causada por bactérias, mas também pode ser provocada por fungos ou outros germes.
   Ele relatou que fez infiltrações durante um ano, mas como a infecção já estava muito agravada teve de amputar a perna esquerda. “Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida, fiquei muito triste. Imagina um menino com 12 anos tendo de amputar uma perna”, afirma. Naquele momento Leonel estudava na APAE, e em decorrência de todos os problemas, largou os estudos. “Fiz só a primeira série, mas aprendi a ler. Era barra ver as outras crianças brincando e não poder caminhar, era muito difícil”.

“Ando muito pelas ruas, 
      vejo situações bem piores
 do que a minha”

   A partir deste momento Leonel passou a se locomover de gatinho. “Minha força para se movimentar está toda nas mãos e nos braços. Pra mim hoje não faz diferença. Faço minhas coisas sozinho, pego ônibus, não preciso de alguém em todo momento para me auxiliar”.
   Ele relata que já sofreu preconceito em consequência do seu problema. “Quando era criança, muitas vezes era deixado de lado. Enquanto os outros brincavam eu ficava só olhando. Depois de adulto foram poucas. Uma vez fui a uma danceteria acompanhado por duas amigas, chegando lá não me deixaram entrar. Hoje as pessoas me tratam normal, fiz muitas amizades”.
   Alguns anos atrás Leonel trabalhou fazendo bijuterias, depois a empresa  em que ele trabalhava fechou, não conseguindo mais emprego. Desde então sua fonte de renda é a aposentadoria do pai, que faleceu em 2011. “Ganho metade da aposentadoria, a outra metade é da minha mãe, em torno de R$ 1.000,00. Tentei me aposentar por invalidez, mas no INSS alegaram que meu problema era de nascença e nunca me deram o atestado por invalidez. Chegamos a pagar um ano de advogado e não conseguimos”.
   Leonel faz questão de salientar que acredita em Deus e que a vida é preciosa demais para viver reclamando. “Se é para passar por isso tenho que passar, não adianta reclamar, ninguém é culpado por isso. Já me conformei, nunca me grilei por isso, como ando muito pelas ruas, vejo muitas situações bem piores do que a minha”.
   Como anda sempre de gatinho um item que não pode faltar são as luvas de couro, para proteger as mãos, gastando um par de luvas por mês. Também precisa usar fraldas, pois não tem os sentidos da cintura pra baixo. “Hoje em dia, apesar de todos os problemas, me considero um homem, normal, saudável”, diz.
   Leonel é um homem que valoriza a vida da maneira que ela se apresentou para ele. Seu maior sonho é conseguir uma cadeira motorizada. “Até hoje sempre consegui me locomover, me sinto bem fisicamente, mas com a idade avançando vai ficando mais difícil. Como gosto de andar pelo centro da cidade, andar pelas ruas do Bela Vista, a cada pouco que ando tenho que parar para descansar”.  Ele salienta que gosta de estar sempre em contato com seus amigos, assistir à televisão e ouvir música.
Leonel encerrou a entrevista dizendo para que as pessoas não reclamem tanto da vida, que olhem mais ao redor e percebam que existem pessoas em condições bem piores do que elas se encontram.  “Isso me deixa muito triste, pois percebo que são pessoas saudáveis, têm pernas, braços.”


Leia Mais ...

sábado, 25 de outubro de 2014

Imagem da Semana 1041

0 comentários

                                                                                                                   Foto Andréia Copini, divulgação

A 30ª edição da Feira do Livro encerrou na noite do dia 19 com o show nacional da cantora Adriana Calcanhotto. As condições climáticas durante o fim de semana não foram favoráveis, mesmo assim o público compareceu na Praça Dante Alighieri para aproveitar os últimos minutos da feira cultural e literária. As 47 bancas foram responsáveis pela comercialização de 114.565 livros para mais de 500 mil pessoas que visitaram o evento. A Feira do Livro de 2014 teve como patrono o Frei Jaime Bettega.



Leia Mais ...

Município deve pagar indenização de 2,8 milhões ao Juventude

0 comentários
A Câmara autorizou o município a pagar indenização 
de um imóvel do Esporte Clube Juventude num valor próximo a R$ 3 milhões. 

   O aval foi concedido pela maioria dos vereadores (15x3), na sessão do dia 22. O projeto de lei 200/2014, de autoria do poder Executivo, depende agora da sanção do próprio prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), o que deverá acontecer nos próximos dias.
   O texto pediu autorização do Parlamento para que a prefeitura, por meio do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), possa indenizar no valor de R$ 2.820.936,81 um imóvel do Esporte Clube Juventude. Trata-se de um terreno urbano, sem benfeitorias, situado em Caxias, no Bairro Nossa Senhora do Rosário, próximo à Estrada RST 453 (Rota do Sol).
   Após a sanção, o pagamento será efetuado com atualização monetária pelos índices de correção da caderneta de poupança, desde a data do Termo de Acordo, em 26 de setembro de 2014, até o dia do seu efetivo pagamento. O texto destaca que caberá ao Samae proceder aos atos administrativos cabíveis.


                                                                              Foto Pauline Gazola, divulgação
Beltrão: “Havia outros segmentos com 
necessidade de recursos mais urgentes”

   Na exposição de motivos do PL 200/2014, o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) argumenta que o município, por meio do Samae, tem o propósito de preservar e garantir a qualidade de água nas bacias de captação e os recursos hídricos existentes na sua jurisdição. O terreno ao qual se refere o projeto fica na Bacia da Maestra. Diante disso, o Executivo salienta que a área objeto de desapropriação, de acordo com seu zoneamento, nível crítico e elevado, possui importantes restrições ambientais quanto a recursos hídricos superficiais e subterrâneos, respectivamente, o que justificaria sua preservação.
Sem questionar o mérito da proposta, mas por ter dúvidas quanto à construção jurídica da aquisição do terreno e por indagar sobre a rapidez no encaminhamento e na apreciação do projeto, o vereador Rodrigo Beltrão (PT) se colocou contrário. O parlamentar petista também comentou que haveria outros segmentos com necessidade de recursos mais urgentes, como a área da habitação, em vez de se destinar, neste momento, verbas para compra de terras.
   "Não divirjo do mérito do projeto, pois concordo que o município tem de adquirir áreas estratégicas para o cuidado ambiental, mas não me sinto tranquilo e convencido para votar favorável e aprovar o projeto dessa forma. Não fica clara qual será a construção jurídica para se obter essa área, que é objeto de uma penhora", argumentou Beltrão.
   Na mesma linha se colocou o parlamentar Renato Nunes (PRB). Conforme ele, também existiriam demandas mais relevantes para serem atendidas na comunidade atualmente. "Como pode a prefeitura dizer que faltam recursos para outras coisas e para a aquisição de terras não?", indagou o republicano.
   O vereador Mauro Pereira (PMDB) salientou que é positivo o município destinar recursos para preservar regiões de bacia de água. Comentou sobre as dificuldades pelas quais passam hoje os moradores de São Paulo por causa da falta de água. O peemedebista também apresentou imagens da referida região em que fica o terreno, na Zona Norte de Caxias, e elogiou o Samae pela decisão de compra. "Que bom que o município tem condições de adquirir seis hectares para a proteção da bacia da Maestra", frisou Mauro.



Leia Mais ...

Mensalidade da UCS será reajustada em 7,59% em 2015

0 comentários
Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul aprovou, por unanimidade, o aumento.  Conselho diz que levou em conta o cenário econômico. 

   O Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) aprovou, por unanimidade, o reajuste para os cursos de graduação da UCS para o próximo ano de 7,59%. A proposta apresentada pelo Conselho Universitário (Consuni) tinha sido levemente maior, de 7,93%.
   Conforme o presidente do Conselho Diretor, Ambrósio Bonalume, a decisão levou em conta o cenário macroeconômico para 2015, o equilíbrio das contas da universidade e a garantia de recursos para a próxima negociação salarial de funcionários, mas sem onerar demais as mensalidades.
   O reajuste é um pouco menor do que a inflação para os últimos 12 meses para Caxias do Sul, calculado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES) da universidade no mês de setembro, de 8,04%.

DCE repudia aumento da mensalidade 

    O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Caxias do Sul (UCS) emitiu nota de repúdio à instituição de ensino com relação ao reajuste de 7,59% nas mensalidades dos cursos de graduação para o ano de 2015.
  Segundo Andressa Marques, uma das coordenadoras do DCE, falta democracia,  pois o aumento foi definido sem o consentimento dos alunos da UCS. Ela questiona o porquê dos acadêmicos e docentes não terem espaço no Conselho que aprova a elevação do índice.
   Ela revela que uma assembleia vai discutir medidas que serão tomadas pelo Diretório e ações para que haja mais democracia na Universidade.
  No dia 16, em assembleia do Conselho Universitário (Consuni), composto pelo reitor, pró-reitores, diretores de unidades acadêmicas e representantes de estudantes, professores, funcionários e da sociedade civil, foram apresentadas duas propostas de reajuste.
   A primeira, de 7,93%, não previa investimentos, e uma segunda, de 8,27%, com a previsão de R$ 300 mil/mês em infraestrutura. Em ambas, considerou-se o aumento em 10% na receita da pós-graduação e a manutenção de 30 mil estudantes na graduação. As duas sugestões não foram aprovadas pelos alunos que integram o Consuni.


Leia Mais ...

Artigo - Um país sui generis

0 comentários
Pedro Cardoso da Costa - Advogado

   Certa vez, numa reunião de trabalho, sugeri que formulários para requerimentos do eleitor à Justiça Eleitoral fossem disponibilizados nas livrarias, bancas de jornal, como eram os de registro geral (RG) e de cadastro de pessoa física (CPF). Quase fui linchado, pois se tratava de algo inimaginável à época, devido à alegada falta de segurança que esse procedimento geraria. Hoje, o próprio título sai impresso e com assinatura já no próprio sistema.
   Há a incoerência ainda de se fazer todo o processo eletrônico e imprimir o requerimento no final. Atualmente existe resistência semelhante com relação ao processo eletrônico nas diversas justiças brasileiras. Um dia se chegará à conclusão que riscos existem e devem ser enfrentados, e todo o processo eleitoral, incluindo a votação que, mesmo que mais tarde do que deveria, será inevitavelmente realizado pela internet.
   O que faz levar à conclusão de que este país é mesmo uma tremenda salada de frutas em alguns fatores administrativos, especialmente quanto à burocracia, difíceis de quaisquer explicações logicamente plausíveis. Já temos até tradição. Nos anos oitenta, a burocracia era tão grande que o governo federal chegou a criar o Ministério da Desburocratização, que teve duração de sete anos, de 1979 a 1986.
   Mais recente, houve uma grita geral quanto à nomeação de José Antonio Dias Toffoli para ministro do Supremo Tribunal Federal porque ele teria sido reprovado em dois ou três concursos para juiz de primeira instância. O defendi na época sob o argumento da capacidade de progressão das pessoas. Uma defesa somente em teoria, já que é difícil de conceber que alguém não seja capacitado a ser juiz de primeira instância e se tornar juiz da mais alta corte do país.
   No dia 2 de outubro de 2014, o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu, com base na Constituição Federal vigente há 26 anos, que nenhum servidor público pode receber salário acima do teto constitucional. Com tantas instituições de fiscalização, jurídicas, de departamentos de controles internos e ninguém foi capaz de evitar essa sangria institucional de pagamentos indevidos. Ainda assim, o STF manteve a tradição jurídica de não obrigar a devolução por quem recebeu irregularmente. Não se sabe se a argumentação foi a de sempre, de que o servidor recebeu de boa-fé, que só funciona em favor dos servidores, já que as diversas instituições públicas também pagaram pelo mesmo princípio e muitas vezes obrigadas por decisões judiciais.
   Existem outras incoerências, como os funcionários da Justiça Eleitoral, mesmo os de serviço meramente burocrático, não poderem se candidatar a cargo eletivo; os próprios ministros de o Supremo serem indicados pelo presidente da República, sabendo-se que eles serão os julgadores do responsável pelas suas nomeações; um candidato eleger vários outros, como sempre acontece, quando outros não são eleitos mesmo obtendo muito mais votos. Outra coisa inexplicável é o presidente da República governadores, prefeitos, não precisarem se afastar para concorrer à reeleição, o que teriam que fazer caso se candidatassem a vereador.





Leia Mais ...

Voos da Azul entre Caxias e Curitiba devem ser novamente cancelados

0 comentários
Os voos da Companhia Aérea Azul entre Caxias do Sul e Curitiba 
devem ser novamente suspensos a partir de 1º de novembro.

   Conforme o administrador do Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, Marcos Arguelles, a justificativa da empresa seria a necessidade de reajuste da malha viária.
   Ele garante, porém, que a situação está sendo trabalhada para possível reversão, já que os voos a Curitiba são muito procurados no município.
   Ele revela que a administração do Aeroporto busca apoio junto à Prefeitura, Departamento Aeroportuário do Estado e o meio empresarial, público que mais utiliza os voos.
   Os itinerários entre Caxias e Curitiba haviam sido cancelados temporariamente entre maio e setembro deste ano por decisão da Companhia Aérea, para que houvesse mais aeronaves à disposição das cidades-sede da Copa do Mundo, no período do campeonato.
   Desde o retorno dos voos, é registrada ocupação das aeronaves entre 80% e 95%. Diante disso, embora ninguém confirme, o verdadeiro motivo da decisão da Azul seria a falta de uma melhor estrutura do aeroporto caxiense, especialmente no que se trata da falta de equipamentos para melhorar a visibilidade com a presença constante da neblina, o que tem prejudicado o serviço e cancelado muitos voos, trazendo prejuízos para a empresa.

                                                                                                 Foto Andréia Copini, divulgação
Caxias deve perder mais uma vez o voo da Azul a Curitiba



Leia Mais ...

Web Designer Caxias

Facebook